segunda-feira, 6 de julho de 2020

Tintas Naturais I - Laboratório de Materiais.


Não tem nada melhor em arte que tarefas práticas.
Eis a primeira da professora Mauren Teuber atual coordenadora do curso de Artes Visuais e professora na disciplina Laboratório de materiais.

 "Algumas orientações sobre a solicitações de hoje: - faça em uma folha de papel um mostruário de cores extraídas no processo de fricção a partir de frutas, hortaliças, verduras, folhas, flores que tiver ao seu redor.
- anote a data, o tipo de processo (fricção) e a partir do que foi feito, como, por exemplo, se usei amora, escreverei amora ao lado da mancha que obtive ao esfregar a amora no papel.
- guarde seu mostruário. Faremos 5 folhas de mostruário com os demais processos de extração (que serão solicitados nas próximas aulas) e, ao final, faremos um Caderno com essas folhas.
- o Caderno será finalizado na primeira semana de Agosto.

O embasamento teórico está nestas fichas:





Os vegetais oxidam com facilidade mudando a cor, principalmente quando expostos a luz.


Um exemplo é o cozimento de beterraba.


Por exemplo: casca de cebola


Vegetais como urucum, açafrão e cúrcuma são bons exemplos.


Ilustrado com jenipapo.


Por exemplo: repolho roxo


Elementos minerais presentes nas terras e rochas tem muita utilidade como fonte de pigmentos naturais.
Seleção: Procura-se por terras que quando friccionadas deixem alguma cor nas mãos.
Moagem: No processo manual feita com pilão.
Peneiração ou tamização: Utilizamos peneiras para separar pó fino dos grânulos maiores.
Decantação: após prévia diluição com água, no dobro do volume, a mistura é deixada em repouso durante 24h. As partículas contaminantes, muito finas, que estão boiando são retiradas com uma seringa.
Secagem: utiliza-se uma boneca de algodão para secar a terra lavada. Deve permanecer pendurada durante mais ou menos 24horas.

A Bibliografia indicada é:

Tintas Naturais - Uma Alternativa A Pintura Artística - 1998 







 E o texto: O Que é Tinta

PESQUISAS COMPLEMENTARES

Fazendo Tinta

Material

Folhas, flores e frutos forrageados

Água

Sal

vinagre branco

Goma arábica (disponível em lojas de arte)

Planta colorida

Óleo de cravo-da-índia , cravo inteiro ou wintergreen

Panela velha (o aço inoxidável funciona melhor)

Luvas de borracha

Trapos

Filtro de café

Funil

Frasco de vidro de boca larga

Garrafas de vidro com tampas

Procedimento 1

1- Reúna seus materiais, muitos dos quais podem ser encontrados em casa ou fora do quintal.

2 - Em uma panela velha, adicione folhas, flores ou frutos, água, sal (1 pitada por xícara) e vinagre branco (1 colher de chá por xícara). Cozinhe em fogo baixo.

3- Cozinhe por pelo menos uma hora ou até a água adquirir uma cor profunda e rica. Use uma tira de papel para testar sua cor.

4 - Coloque um filtro de café dentro de um funil, depois o funil dentro de uma jarra de vidro de boca larga. Despeje a água lentamente no topo para filtrar a tinta.

5 - Em uma garrafa de vidro, adicione goma arábica (uma parte para 10 partes de tinta) e um cravo-da-índia inteiro ou uma gota de wintergreen  (como conservante).Despeje a tinta na garrafa, deixando algum espaço na parte superior.Feche com uma tampa bem apertada

6-Nomeie e identifique sua tinta. Use em seus trabalhos de arte.

Obs: Use garrafa escura, verde, marrom ou azul e rotule. A luz degrada os pigmentos


1- Caroço de abacate
2- Chá de roiboos- (Aspalathus linearis)
3 - Noz
4 - Butea ou flame-of-the-forest, ou bastard teak 
5 - Casca de cebola roxa.
6 - Flores de calêndula.


Flame of the Forest, Bueta ou Palash (em hindu) é uma árvore comum na Ásia. Os hindus costumam usar suas flores para fazer tinta amarelo-alaranjada para o festival Holi. Este pigmento se combina bem com outros.
para obter a tinta basta ferver com água e uma pitada de bicarbonato de sódio. Após o resfriamento pode-se usar um pouco de álcool ou vinagre+sal como conservante


Alcoolato de caroço de abacate fornece uma tinta avermelhada, não duradoura. Também é excelente analgésico e anti-inflamatório de uso tópico. Fotossensível, Guardar em garrafa escura.


Com 1 colher de chá de chá Rooibos (a granel) e aproximadamente 15 ml de água fervente por 20 minutos ou mais se consegue uma infusão. No chá filtrado adicione uma pitada de bicarbonato de sódio e deixe ferver por alguns minutos. Para engrossar adicione um pouco de goma arábica em pó ou líquida. Para manter essa tinta por muito tempo, adicione 1/2 colher de chá de vinagre e uma pitada de sal como conservante (opcional).


Casca de cebola fornece pigmentos muito ricos.

Durabilidade das Tintas

- Muitos pigmentos tem vida efêmera. Para prolongá-los podemos usar algumas substâncias. os mordentes.


Gauteria ou wintergreen

- Alguns corantes naturais, incluindo nozes pretas, casca de cebola, chá ou açafrão, são chamados substantivos, o que significa que eles não precisam de um mordente para se ligar às fibras, resistir a lavagens ou ação rápida da luz.Muitas plantas necessitam.
- Mordentes são geralmente taninos ou sais minerais. Os mordentes mais comuns e mais seguros são alúmen e ferro. O ferro pode ser obtido fervendo o corante em uma frigideira ou adicionando um pedaço de ferro enferrujado à panela. O carbonato de sódio também é conhecido como refrigerante. É um mordente alcalino e trará cores diferentes do material vegetal.
- Goma arábica: É usada para engrossar o líquido. Ajuda a tinta a fluir para o papel de maneira controlada e vincula a tinta ao papel. Também ajudará a preservar a cor.
- Óleos como de tomilho, cravo da índia, alecrim  e wintergreen (evergreen ou sempre-vivas) são usados para evitar o mofo. Gautéria (Gaultheria procumbens do Hemisfério Norte é um bom exemplo de evergreen.

 Procedimento 2

- Cozinhe 1 xícara de material vegetal fresco ou 1/2 xícara com 1 xícara de água e um mordente (se necessário) por 20 a 30 minutos.
- Estirpe o material vegetal. Você deve ter cerca de 3-4 onças de líquido.
- Misture 1/2 colher de chá de goma arábica enquanto a tinta ainda estiver quente, para que ela se dissolva facilmente e deixe esfriar.
- Despeje a tinta resfriada em um pequeno frasco e adicione 3 gotas de óleo essencial de tomilho. A tinta está pronta para ser usada para escrever ou desenhar.

Receitas Variadas 



Coreopsis (Coreopsis tinctoria)

1/2 xícara de flores secas de coreopsis (coreopsis tinctoria)
1 xícara de água 1 colher de chá de alume
1/2 colher de chá de goma arábica( em pó).
3 gotas de óleo essencial de tomilho

Cozinhe as flores secas com a água e o alumen por 20 minutos. Coe as flores. Você deve ter cerca de 100ml de líquido. Bata com goma arábica até que ela se dissolva. Deixe esfriar e despeje em uma pequena garrafa. Adicione 3 gotas de óleo de tomilho e agite algumas vezes para misturar. A coloração vermelha e amarela das pétalas de flores produz corante alaranjado.

Caroço de Abacate 

2  caroços de abacate frescos, picados em pedaços pequenos
1 xícara de água
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1/2 colher de chá de goma arábica
3 gotas de óleo essencial de tomilho

Cozinhe os caroços de abacate e a soda na água por 20 minutos. Bata o concentrado com goma arábica.  Deixe esfriar e despeje em uma pequena garrafa. Adicione o óleo de tomilho e agite para misturar.
A tinta vermelha de caroço de abacate muda de tonalidade com a adição de alcalinos.

Tinta preta de framboesa

1 xícara de framboesas pretas frescas
1/2 xícara de água
1 colher de chá. alúmen
1/2 colher de chá de goma arábica
3 gotas de óleo essencial de tomilho

Cozinhe as framboesas com água e alumen por 15 minutos, esmagando as frutas para liberar o suco. Coe as bagas e bata com goma arábica até dissolver. Deixe esfriar e despeje em uma pequena garrafa. Adicione 3 gotas de óleo de tomilho e agite para combinar.

Tinta de chá preto

1/2 xícara de folhas de chá
1 xícara de água
1/2 colher de chá de goma arábica
3 gotas de óleo essencial de tomilho

Ferva as folhas de chá e a água por 15 minutos. Coe as folhas de chá e bata com goma arábica. Deixe esfriar e despeje em uma pequena garrafa. Adicione o óleo de tomilho e agite para combinar.

Tinta preta da noz 

1/2 xícara de cascas de nozes secas
1 xícara de água
1/2 colher de chá de goma arábica
3 gotas de óleo essencial de tomilho

Ferva os cascos de nozes com água por 30 minutos. Coe os cascos e bata com goma arábica Deixe esfriar e despeje em uma pequena garrafa. Adicione o óleo essencial de tomilho e agite para combinar.


Shiso ou shissô vermelho produz tinta vermelha que com o passar do tempo fica azulada.

Várias flores produzem pigmentos. Dalias, rosas, calêndulas, budleisa...Algumas mudam de cor dependendo do pH da água.
- Dálias roxas podem produzir tinta verde.
- Das calêndulas obtemos verdes e amarelos.
- Rosas são ricas em taninos e junto ao ferro fornecem preto. Também oferecem amarelos ( com acetato de aluminio), verdes (com ácidos leves) e rosados.


- Budleias podem tingir tecidos diretamente das flores. Todas produzem amarelo brilhante com mordente a base de alumínio.


SUGESTÕES  BIBLIOGRÁFICAS

A Forager's Guide to Natural Inkmaking (English Edition) eBook Kindle


La magia de los tintes naturales: 10 ideas creativas y ecológicas para regalar (Spanish Edition) [Print Replica] eBook Kindle


Botanical Inks (English Edition) eBook Kind

The Organic Painter:Learn to paint with tea, coffee, embroidery, flame, and more; Explore Unusual Materials and Playful Techniques to Expand your Creative Practice (English Edition) eBook Kindle

Materiais Acessórios

Gel de Linhaça ou gel de Chia

sexta-feira, 3 de julho de 2020

La Gloria - Gothan Project

Só porque  está frio, é sexta a noite, porque é lindo, e é pandemia...




FLV - Meu nome é Elisabeth...Betty para os amigos.


Finalmente o Primeiro Ano de Artes Visuais volta ao palco!
Depois de uma semana olhando timidamente pelos bastidores reencontramos nossos professores (dois) na intimidade da sala de aula.
Virtual, mas ainda assim aula na sala.
E temos atividade. Lúdica e visual.
Uma apresentação através de imagens, colagens soltas com o objetivo de se modificarem ao fluir do tempo. Em nuances de preto e branco.
Lembrei de um auto retrato feito em óleo sobre tela.


Uma imagem de rosto, sobre textura, enquadrando alguns símbolos da linha de vida:
- Um gato, porque eu amo gatos e sempre estiveram presentes na minha vida, desde a mais remota infância. Emoldurado pela janela que abre um caminho para horizontes novos e conhecidos.
Talvez esta abertura para o mundo seja exatamente o motivo pelo qual pessoas gostem tanto de imagens de portas e janelas.
Além da abertura  janela também é recolhimento. Permite que orquestremos nossos contatos com o mundo.Portas e janelas se abrem e fecham.
O gato está lá espiando a bailarina que eu quis ser um dia. Diáfana, etérea, carregada pelas ventanias da vida  que dissolvem contornos  e encontram barreira sólida nos delineado da selva de cimento que aprendi a amar.
Street line de São Paulo, colhida de uma foto que fiz  na cidade escolhida pela filha para iniciar vida profissional; o que me levou à inúmeras visitas movidas a saudade.
Esta capital repudiada era o símbolo do desordenado frio e poluído... se tornou aconchegante.
Louça robusta, o bule de café quente, forte e doce. Ou de chá. Bebidas de família!
Entretanto não poderia simplesmente imprimir uma foto de trabalho feito, então adicionei outros elementos que representam este ano conturbado.


O caminho...com este passarinho gracioso que fotografei num dia de ventania...


As sombras na tarde de sol.
Saias voavam ao vento, mas a câmera ficou com preguiça de registrar.
Sombras tem me atraído desde o começo deste ano. O ano da borboleta. Uma ironia.
Um ano de liberdades que nos fechou em sombras.


Além das sombras os pavimentos ...já perceberam como são bonitos? Necessitamos olhar para o céu, com frequência, mas este ano a mãe Natureza nos ensinou a baixar o olhar...humildemente.


O tratado foi uma composição em B&W, mas o dono da copiadora não entende destas sutilezas, ainda mais com encomendas pelo WhatsApp...e veio  tudo em preto e branco azulado.
Pandemia, pandemônio e o exercício da paciência!
Não é tempo de reclamar, pois  todos os sapatos apertam, todos os calos doem.


E a composição deu o primeiro vagido.
Estão lá o auto-retrato, as sombras da clausura, o redemoinho das folhas do outono que iniciou, as duas primeiras fotos como aluna da FAP.
E o covid19, tentando engolir tudo.
Tentando....
Só que não...enclausurados, confinados, mas não contidos.



Comecei a escrita embalada pelo Gothan Project, hoje  sugerido pelo amigo Avila (grande artista) na página do facebook,  e acabei me encantando, na sequência,  com: Passion Tango - Roxane.
Tango é fundo musical perfeito para navegar na arte!

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Reflexões sobre uma live.


Live I -  O Que é Pesquisa - Junho - 2020

Tempos estranhos onde a Pandemia Covid19 nos joga no olho do furacão de searas desconhecidas.
Uma semana de aula, e esta grave epidemia truncou o que  se aguardava como promissora atividade mental e cultural.
Época decepcionante pelo fato em si e pelo que suspendeu: Academia de Arte.
Havia expectativa interior  nebulosa, pois o campus acadêmico, do qual eu fui tão íntima, era realidade longínqua.
Iniciando percebi mudanças aceleradas  e surpreendentes. Ocorridas em  pouco mais de uma década!
Grassa inédita animosidade discente e inesperado rigor docente na Academia de Arte,
Emergiu juventude muito crítica, contestadora e lamuriosa,  que por ora não soluciona. Talvez na próxima geração.
Décadas atrás  éramos, na maioria, investigativos. Buscávamos o saber, o conhecer no admirável mundo acadêmico. Hoje parece-me que busca-se embate, contestação, contudo sem  expectativa precisa do que vem a seguir, com o que substituir aquilo que foi contestado.
Mas a live...que ganhou notoriedade na campanha política, minha primeira acadêmica assistida, foi um recurso necessário, embora controverso.
Algo no estilo CNN onde os participantes debatem e uma plateia discente participa através de tímidos comentários escritos.
Muito hoje. Muito tecnológico.
Interessante pela novidade, entretanto senti falta do olho no olho.  Torna-se mais fácil o dispersar, e pensamentos que não são expressos no surgimento se perdem.
Lives cortam a interação espontânea contudo  é o que temos, então aproveitemos!
A contrapartida seria estagnar, ou deixar o tempo escapar entre os dedos, perdido nas lamentações cotidianas. Inúteis, embora justificáveis no contexto vivido.
Revelou surpresas.
Acreditava, em ideia preconcebida, que seria necessário adaptar minhas origens de academia da ciência, para o universo artístico e percebi que Academia é única.
O jargão diverge e  muito. Será um processo mental entender as intenções detrás das palavras, e me fazer entender.
Comecei torto colocando um termo que me é banal: Dissecar. Usado no sentido de esmiuçar....e que gerou susto, interpretado numa imagem sangrenta de arte despedaçada, morta em trágico assassinato.
Interessante o condicionamento interpretativo.
Erro meu que num assunto preconizado como "poéticas", que sugere a leveza artística literária,  eu tenha usado um vocábulo sugerindo a crueza científica das mesas de autópsia.
Suscetibilidades existem, mais do que eu poderia imaginar. Rigores também.
Material e métodos. De certa forma foi reconfortante perceber que academias são absolutamente as mesmas, na forma e estrutura, desde que decifremos os códigos de comunicação.
Era o que eu buscava, e o que me foi oferecido. Conhecimento, material e métodos.
E, a medida que os símbolos forem traduzidos creio que fluirá exatamente como um rio receptivo aos afluentes. 
Academia reflete o que vivemos: momento  tormentoso, belicoso que necessita da busca  de apaziguamento.
Porém talvez não seja necessário resetar 2020.

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Fundamentos da Linguagem Visual - A Cor



1- UNESPAR-CAMPUS II –FACULDADE DE ARTES DO PARANÁ CURSO DE LICENCIATURA EM ARTES VISUAIS

DISCIPLINA: FUNDAMENTOS DA LINGUAGEM VISUAL
-
I - ANO LETIVO DE 2020

PROFESSORA:MARIA LAILA TARRAN

TEORIA DA COR1. 

NATUREZA FÍSICA DA COR

“_A cor é um elemento vital, como a água e o fogo. É, sem dúvida, uma necessidade essencial”
Fernand Léger, em Fonctions de la Peinture, 1965
A maior parte das informações que recebemos de modo não sistemático é de natureza visual e, nelas, a cor desempenha um papel preponderante.
Basta olharmos o mundo ao nosso redor para constatarmos a enorme participação da cor em tudo o que apreendemos visualmente, na natureza, na vida urbana, nas manifestações culturais.
Como ideia, como fonte de informação, como meio de manifestação estética, a cor comunica e difunde conceitos.
Além de oferecer experiências sensoriais da maior importância, a cor é um fenômeno cultural e conhece-la requer estudos multidisciplinares,envolvendo aspectos da Física, da Química,da Fisiologia e também da Filosofia,da História,da Antropologia,da Sociologia, da Psicologia,da Semiótica,da Arte.
 Enfim, pode ser examinada sob inúmeros aspectos.
De natureza efêmera e mutante, a cor não é uma propriedade fixa das superfícies. Enquanto a forma e as dimensões podem permanecer constantes, mesmo que temporariamente, a cor não está lá na superfície dos objetos observados e sim na percepção do observador.
É o resultado da interpretação que o cérebro do observador faz da luz absorvida e da luz refletida pela superfície iluminada que atinge a sua visão.
Sendo assim, a cor depende da luz que ilumina os objetos, da capacidade que a matéria tem de de absorver e refletir seletivamente parcelas da luz que recebe; e da visão do observador, que capta e interpreta o estímulo recebido através da luz refletida da matéria.
Pode ser decepcionante mas,o mundo que nos rodeia, por si só, é incolor.

 POR QUE ESTUDAR A TEORIA DA COR.

A cor é instável, mesmo que os estímulos que a provocam permaneçam constantes.
Pode se iluminar, obscurecer, expandir, contrair, intensificar, desbotar, avançar, retroceder, dependendo de inúmeros fatores, além da luz, da matéria, das cores do seu entorno, e das singularidades do observador com seus filtros fisiológicos, psicológicos e culturais, ainda que o estímulo inicial permaneça constante.
Portanto, não há relação direta entre o estímulo oferecido ao observador e a cor recebida. 

"As cores acabam azuis. 
Quando as lâmpadas ainda não foram acesas e a nuvem da noite vem cobrindo as folhas lentas do mar até a serra. 
A fumaça desfoca os objetos que não se movem. 
A luz bate na pele das coisas gerando essa camada membrana película chamada cor. 
Saliva sobre a língua. 
Às vezes elas parecem vir de dentro das coisas: As cores dos lápis de cores. 
Linguagem. 
Para que haja vermelho é preciso muito branco. A
s cores se transformam quando se encostam. 
Laranja, rosa, cor-de-laranja, cor-de-rosa. 
Amanhecer. As cores costumam arder antes de esmaecer. 
Quando esfriam, o espaço entre elas e as coisas diminui. 
E borram quando transbordam. 
Os verdes maduram cedo. As luzes apagam preto. 
As cores começam azuis, dentro dos casulos brancos. 
Flores para elas. " 

ARNALDO ANTUNES, fevereiro 2016
https://www.facebook.com/arnaldo.antunes/photos/a.178166738930424/983126415101115/?type=1&theater

2. Na composição abaixo, Vermelho e ciano em mutações cromáticas de Israel Pedrosa (ilustração 101 de Universo da Cor)   há um só tom de vermelho e um só tom de azul ciano, embora eles nos pareçam de dois tons diferentes.
As alterações decorrem das interferências das cores contíguas amarelo e azul-violeta em disposições diferentes nas metades superior e inferior da imagem.
Sendo assim, como fazer escolhas de cor?
Temos à nossa disposição uma infinidade de opções, especialmente nos meios tecnológicos. Temos inúmeros recursos para editar imagens, interferir artificialmente nelas.
São muitos os sistemas de cor disponíveis e seu uso requer conhecimento da teoria da cor.
Muitos dos fatores que interferem na cor são imprevisíveis mas, para aqueles que se utilizam deste importante elemento da linguagem visual, é imperativo conhecer sua natureza física para a compreensão dos contrastes de cor e da interação das cores, fatores previsíveis que interferem e relativizam as cores.


O ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO / A LUZ

Incontáveis ondas preenchem todo o espaço ao nosso redor. Entre elas, as ondas eletromagnéticas, resultado das interações de campos elétricos e campos magnéticos que têm a capacidade de se propagarem no vácuo.
Foram descritas matematicamente por James Clerk Maxwelem 1864 e demonstradas em 1888 por Heinrich Rudolf Hertz.
A fonte mais importante destas ondas é o sol mas elas podem ser produzidas também por átomos de hidrogênio neutro do espaço interestelar, por emissões na faixa dos quasares, entre outras.
Há ainda fontes terrestres como estações de tv, rádio etc.
Duas das características das ondas eletromagnéticas, comprimento de onda e frequência, são especialmente importantes para o estudo da cor.

COMPRIMENTO DE ONDA  (λ)

É a distância entre duas cristas, representado pela letra grega λ (lambda) e é medido em metros e seus múltiplos/submúltiplo.




 FREQUÊNCIA DE  ONDA  (f) 

 corresponde ao número de oscilações por unidade de tempo. Em outras palavras, o número de cristas que passa por um ponto fixo por segundo.
Pelo Sistema Internacional 3 (SI),a unidade de frequência é o hertz (Hz), que equivale a 1 segundo, e é representada pela letra f.
Sendo assim, quanto maior a distância entre as cristas (que equivale ao comprimento de onda) menos ondas passarão pelo ponto fixo por segundo.
Conclusão: quanto maior o comprimento de onda, menor a frequência.
As duas grandezas são inversamente proporcionais.
Do ponto de vista da física, podemos dizer que espectro é a representação visual de um conjunto de ondas eletromagnéticas por ordem de grandezas observáveis, aqui traduzidas pela frequência e comprimento de onda. Os mais conhecidos tipos de ondas eletromagnéticas são luz, micro-ondas, ondas de rádio, radar, laser, raios X e radiação gama.
A figura abaixo mostra um espectro eletromagnético em escala que apresenta desde os raios Gama, de ondas curtas e alta frequência até as ondas de rádio, de ondas longas e baixa frequência.


Um pequeno conjunto das ondas eletromagnéticas,entre os raios ultravioleta e os infravermelho, é visível e compõe a luz.
Esta pequena parcela chamada luz corresponde a apenas 1/70 do espectro eletromagnético, mas contém uma infinidade de comprimento de ondas que variam de 400nm a 700nm, aproximadamente,
e têm frequências entre 405 THz  (terahertz)e 790 THz.
Mas a luz não é apenas onda tem também um caráter dual.
Comporta-se também como corpúsculo.
São estas ondas eletromagnéticas visíveis que, quando captadas pela nossa visão e convertidas em impulsos nervosos interpretados pelo nosso cérebro podem provocar o que chamamos cor.



A DISPERSÃO DA LUZ

Em 1666, o cientista inglês Isaac Newton (1643-1727) colocou um prisma triangular de vidro na trajetória de um raio solar.
 Orientando os raios refratados pelo prisma em direção a uma superfície de cor branca, Newton observou uma série de cores alinhadas, tal como se apresentam no fenômeno natural do arco-íris, comprovando pela primeira vez que todas as cores estão contidas na luz branca (incolor).
Inversamente, ao colocar o prisma na trajetória da luz com as cores alinhadas, obteve novamente a luz branca (incolor).

Espectro Eletromagnético Figueiredo,2005

Newton denominou dispersão da luz a separação (decomposição) em cada uma das suas componentes e espectro da luz ou íris a disposição progressiva das cores da luz branca (incolor) dispersadas.
Demonstrou também que cada onda é monocromática, já que não pode ser decomposta em outras.
A dispersão de qualquer fonte de luz pode ser obtida por meio de prismas óticos e outros corpos transparentes e incolores, dotados de superfícies planas não paralelas. No fenômeno natural do arco-íris, são as gotículas de água em suspensão que cumprem este papel.



As ondas mais longas do espectro da luz são as que provocam a percepção do vermelho; as mais curtas, podem provocar a cor azul-violeta.
 As ondas médias correspondem ao estímulo que provoca o verde.
Cada uma destas faixas de ondas aciona um tipo de receptores do sistema visual humano.
Se todas as ondas visíveis, com toda a intensidade, atingirem simultaneamente a visão, estimularão a percepção do branco ou da luz incolor que, habitualmente, nomeamos luz branca.
O mesmo acontecerá se, as ondas longas, as médias e as curtas o fizerem, uma vez que também poderão acionar todos os receptores visuais.

A luz não é cor mas é indispensável à cor.

É dela e da sua interação com a superfície que vem o estímulo para a percepção das cores.
A cor, por sua vez, não é propriedade da luz mas sim uma manifestação eletroquímica do sistema sensorial visual do observador - olhos, nervos, cérebro - estimulada pela luz que a matéria reflete.


Unespar - FAP - Moodle - 2020

Perfil e disciplinas  em Unespar - Fap - Moodle , no curso Licenciatura em artes visuais - 1º Ano manhã.


Perfil



Disciplinas

 

UNESPAR - FAP - Evolução da EAD - Covid19

Evolução  das atividades em Educação a Distância nas disciplinas ofertadas para o Curso de Licenciatura em Artes Visuais   - 1º Ano turno da manhã / FAP ( Faculdade de Artes Visuais.

Plataforma: Moodle - Unespar.

Em 15 de Maio de 2020









terça-feira, 12 de maio de 2020

Fundamentos de Linguagem Visual - Linha

Linha

1 A LINHA HOFMANN, Armin. Manuel de création graphique–forme, synthèse, application. Suiça,Editora Arthur Niggli Ltda.1973.

Estudando exercícios de pontos, já vimos que a linha desempenha um papel importante como traço de união entre os pontos.
Ou esta ligação entre pontos separados é invisível e existe somente no pensamento, ou ela aparece já como uma força autônoma no ordenamento linear e fechado de pontos que se sucedem.
Se deslocarmos rapidamente um lápis sobre um papel, nascerá uma linha constituída por numerosos pequenos pontos que não conseguiremos mais distinguir como tais.
Não é senão pela utilização de instrumentos adequados como pincel e tira-linhas que é possível criar uma linha compacta, graças a um líquido. Mas mesmo neste caso não podemos esquecer que ela é formada pelo traço que se torna visível por meio do ponto em movimento.
A linha é, pois, dependente do ponto.
Ela o confirma como elemento original.O movimento é a característica própria da linha. Ao contrário do ponto, a linha é de natureza dinâmica. Ela pode ser prolongada indefinidamente em duas direções, e não está ligada a uma forma nem a um centro.
Se entretanto consideramos que a linha é um elemento fundamental, é somente porque o fenômeno que lhe dá origem não é mais perceptível.
Ela é um elemento que já passou por um estágio de crescimento.
Se o ponto desempenha um importante papel como elemento de criação e de decomposição, a linha é essencial como meio de construção. 
Ela reata, divide,sustenta, solda, protege; as linhas se cruzam e divergem.
O mais simples conjunto de linhas é a trama de horizontais e verticais. A repetição de uma linha fina traçada em intervalos regulares produz um valor de cinza, no qual a linha individual perde sua própria visibilidade assim como numa massa uniforme de pontos cada ponto perde sua individualidade.
Se retirarmos algumas linhas de uma trama, imediatamente surgem outras - pertencentes a outro sistema – o que nos leva a reconhecer que, numa trama, dois fenômenos de qualidade equivalente aparecem: a linha preta e a linha branca que estão constantemente em relação de dependência. 
Duas retas paralelas formam outra, entre elas. Surge automaticamente a relação negativo/positivo, uma das mais importantes oposições em criação visual. 
O intervalo que aparece é necessariamente tão importante quanto os elementos que o engendram.
O aumento progressivo da distância entre as linhas, o lento espessamento das próprias linhas, a diminuição para cima ou para baixo, aposição oblíqua de uma linha no interior de um campo, são fenômenos que, por sua simplicidade, despertam noções elementares em nossa consciênci.


2 A LINHA –TEXTO DE APOIO 1 (cont.)HOFMANN, Armin. Manuel de créationgraphique–forme, synthèse, application.Suíça:Editora ArthurNiggliLtda.1973.

Assim como o ponto, a linha permanece ela mesma apesar da sua extensão. Mas, ao contrário do ponto que mesmo aumentado permanece ainda perceptível como ponto aos nossos olhos por longo tempo, a linha quando prolongada pode sair rapidamente do nosso campo visual.
Se ela é muito espessa em relação ao comprimento, torna-se superfície aos nossos olhos.
A linha só pode ser concebida como tal na sua relação comprimento/largura.
Ela se modifica mais facilmente que o ponto, em função da distância.
A linha fina, mesmo quando prolongada ao infinito, não é apropriada para dar suporte aos tons e às cores. 
Se a espessamos de modo que se torne um suporte suficiente para a cor, ela deverá modificar de tal modo o seu comprimento para permanecer ela mesma, que sairá novamente do campo visual. Quando se afina, a linha preta perde a intensidade e torna-se cinza. 
É a linha branca que resiste melhor à superfície preta. 
Afinando-se ela recebe até uma luminosidade suplementar.
No campo da reprodução, a xilogravura, a gravura sobre linóleo e sobre courosão particularmente propícias ao traçado da linha porque oferecem materiais e utensílios adequados. 
A linha feita por incisão na madeira ou no linóleo aparece em negativo, quer dizer, em branco sobre fundo preto. A obtenção de uma linha preta sobre fundo branco necessita um trabalho mais complicado. 
A água-forte ao contrário, faz aparecer sem intermediário a linha preta positiva sobre fundo branco, se bem que o procedimento do trabalho – a gravura da linha - parece ser o mesmo para a madeira e para o linóleo.
A água-forte permite o traçado de linhas extremamente finas que não se consegue com outra técnica.
A pedra litográfica de granulação comprimida e ligada, a chapade offset e, mais recentemente o filme, são os procedimentos que oferecem menor resistência ao traçado das linhas. 
Pena e pincel podem desenhar uma rede de linhas sem dificuldade. Os materiais utilizados não impõem nenhum limite à diferenciação dos traços assim como à rapidez dos movimentos.
Em razão da evolução das técnicas, todos os procedimentos de reprodução primários já estão superados. 
No entanto sua prática permite aos estudantes de hoje familiarizarem-se com os princípios básicos dos processos de reprodução, que tornam-se incessantemente mais complexos.
Reduzidas ao essencial, as técnicas artesanais de impressão obrigam a renunciar ao acessório. A expressão mais fina da linha – a arte de tornar por assim dizer, visível a sua essência - é mais seguramente alcançada, uma vez que esta linha é concebida, como de resto todos os outros elementos de composição visual, em função da sua transposição técnica.

 Tradução de Laila Tarran, exclusivamente para fins de estudo

Fundição em Alumínio e Bronze - Caixa de Areia

Fundição em Bronze - Cera Perdida


Imagem: Molde em Cera perdida / José Benito Alvarez

ESTOU ENCAMINHANDO O ARQUIVO COM OS SLIDES SOBRE FUNDIÇÃO EM BRONZE PELO MÉTODO DE CERA PERDIDA, APRESENTADO EM SALA.
REVEJA OS SLIDES.
FORAM ACRESCENTADOS LINKS PARA ALGUNS VÍDEOS (páginas em vermelho) COM MAIS DEMONSTRAÇÕES SOBRE O PROCESSO.
ASSISTAM OS VÍDEOS.
TEREMOS UM ENCONTRO ON LINE PARA ESCLARECER AS DÚVIDAS.
COMO TAREFA SOLICITO UM RELATO SOBRE O PROCESSO, PARA ENTREGAR ATÉ FINAL DE MAIO

Professor Flavio Marinho


ARQUIVO COM SLIDES


Modelando em Argila




Como Fazer Molde de Borracha Silicone



Mini curso laminações em Fibra de Vidro e Resina 
 


Resina Epóxi



Moldes de Gesso - Utilizações



Fundição / Gesso

Este vídeo descreve o processo de fundição em gesso a partir de um molde usado. Faz parte do recurso de ensino de Materiais e processos de Nasher, projetado para descrever alguns dos diferentes métodos que os escultores usam para criar arte.




Do Barro ao Bronze 



Fundição por Cera Perdida ou Fundição de Precisão 




RESUMO ESQUEMÁTICO


RELATÓRIO




 
Gabinete Antropomórfico de Salvador Dali

Fundição em Metais por Cera Perdida ou Microfundição 

1. Conceito
Escultura de peças metálicas por moldagem  de modelo original em cera, revestido por material refratário,  constituindo molde vazado,  preenchido por metal fundido, após o derretimento e retirada da cera. Industrialmente é  utilizado para a produção de joias e peças industriais de precisão.



Arte em bronze Burkinabé


2. Histórico
O artefato mais antigo é encontrado em Mergar no Paquistão, 6000 anos atrás. Índia , países asiáticos vizinhos, Oriente Médio e Egito dominaram a técnica desta época para frente.
 Povos mediterrâneos também deixaram peças em bronze fundido datando de dois milênios antes de Cristo (A.C.).
Na Asia oriental era comum o uso de fundição com cera perdida  de 1500 A.C para a modernidade.  A China  produziu  peças complicadas e de alta qualidade. No Japão a técnica é conhecida como Rogata evidenciada 2 ou três séculos A.C e se difundiu com o Budismo no século VI.
Artefatos da Europa datam de 900 a 100 anos A.C.
Africanos produziram bronze fundido a partir do século IX.
Nas Américas a técnica  foi desenvolvida inicialmente em Nicarágua, Costa Rica, Panamá, Venezuela, América Andina, e oeste da América do Sul. Em seguida pelo México.


3. Vantagens
- Produção em massa de detalhes difíceis
- Reprodução precisa de detalhes com pequenas espessuras.
- Precisão nas dimensões e no acabamento.
- Custo relativamente baixo e menor restrição de materiais.
- Controle rigoroso da micro estrutura.

4. Desvantagens
- Limitada a peças de no máximo  10 Kg a preço baixo.
- Em peças de até 150 Kg tem alto custo.
- Ciclos longos de fabricação.
- Influência de muitos parâmetros gerando complexidade.




5. Método Para Fundição Artística
  • Confecção da peça original geralmente em argila.
  • Moldagem do Original com molde de silicone, capa de fibra de vidro  ou gesso;O molde é feito em partes com encaixe macho e fêmea.A capa de silicone é colocada sobre o molde de argila com tecido fibra de vidro para aumentar a resistência .
  • A resina é aplicada sobre o silicone. reentrâncias e cavidades são criadas nos moldes para permitir o encaixe perfeito.
  • Para preenchimento do molde usa-se cera de pincelamento e cera de vazamento, onde a diferença é determinada pela proporção nas quantidades de cera de abelha, parafina e breu.
  • Após o pincelamento das partes do molde  ele é unido e recebe a cera de vazamento  liquefeita. esta cera é espalhada pelo molde , internamente até atingir espessura determinada. O restante é retirado.
  • O molde de cera pronto recebe uma rede de tubos de alimentação  e de respiro. também recebe travas ou pregos na sua parte externa.
  • Material refratário (gesso) é colocado por dentro e por fora do molde de cera.
  • Após vem o processo de calcinação ( endurecimento do refratário) e deceragem ( retirada da cera).
  • Fusão do metal a ser utilizado (bronze) que preenche a cavidade oca do molde, onde estava a cera.
  • Resfriando e endurecendo o metal se faz a Usinagem ou quebra do molde refratário, corte dos túbulos e preenchimento doas cavidades de pregos e outras irregularidades.
  • Finaliza-se a peça com aplicação de pátina e cera.



6. Etapas da  Fundição de Cera Perdida. de Alta Precisão
  • A partir de um modelo da peça a ser fabricada, geralmente em metal , é feito o molde em cera.
  • Este molde é recoberto com lama. Sílica muito fina que recebe adição de aglomerante em camadas sucessivas. 
  • Após o endurecimento da lama esta casca é aquecido para derreter a cera.
  • O molde vazado é preenchido com o metal fundido e depois que este solidifica é descartado.




7. Etapas da Fundição Com Cera Perdida na Joalheria.
  • Uma peça esculpida ou reproduzida em cera é agrupada no que chamamos “árvore”, ou seja, um bastão central de cera (caule) ao qual se unem todas as peças, fixadas por meio de um gito (tronco). 
  • Essa “árvore” será colocada num recipiente e preenchido com gesso. 
  • O gesso é endurecido e levado ao forno em alta temperatura. 
  • A cera derretida escorre para fora do gesso e têm-se um molde interno das peças. Atualmente tem sido utilizada a fundição a vácuo, onde a cera é também absorvida pelas paredes laterais do gesso 
  • O metal líquido é injetado para dentro desse molde e o gesso é dissolvido em água. Surgem as peças de metal. 
Na produção de joias podem ser utilizados moldes de silicone ou borracha galvanizada permitindo produção em série.

Vídeo:Honório Peçanha
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