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quarta-feira, 26 de agosto de 2020

FLV - Leitura de Imagem - Van Gogh



Van Gogh viveu seus últimos anos no vilarejo de Auvers-sur-Oise, onde produziu em torno de 77 obras , dentre as quais o quadro “Campo de trigo em Auvers-sur-Oise”, “A Igreja de Auvers”, “O jardim de Daubigny”, “Château de Auvers”.


A prof Laila Tarran exemplificou uma Leitura de Imagem interpretando a obra L'Église d'Auvers-sur-Oise.
Nesta obra apesar do artista observar a proporção real da Igreja e seus elementos pictóricos nos repassa uma sensação de movimento, de rotação.
O céu e sua intensidade cromática (azul profundo) parece pesar sobre os outros planos da pintura. Junta-se ao telhado retorcido, em movimento ondulatório em perspectiva não aérea. Os campanários cedem sob o céu.
VanGogh não usa de recursos de profundidade espacial para representar os caminhos que circundam a Igreja.
Abaixo as infografias apresentadas no encontro online em agosto de 2020.

Van Gogh escreveu muitas cartas ao irmão Leo e à irmã Willimine relatando as telas que pintava.
Sobre   escreveu:
“Tenho um quadro maior da igreja - com um efeito em que a construção parece ser violeta, contra um céu azul escuro, cobalto puro; as janelas parecem manchas de azul-marinho, o telhado é violeta e, em uma parte, alaranjado - “.























sexta-feira, 3 de julho de 2020

FLV - Meu nome é Elisabeth...Betty para os amigos.


Finalmente o Primeiro Ano de Artes Visuais volta ao palco!
Depois de uma semana olhando timidamente pelos bastidores reencontramos nossos professores (dois) na intimidade da sala de aula.
Virtual, mas ainda assim aula na sala.
E temos atividade. Lúdica e visual.
Uma apresentação através de imagens, colagens soltas com o objetivo de se modificarem ao fluir do tempo. Em nuances de preto e branco.
Lembrei de um auto retrato feito em óleo sobre tela.


Uma imagem de rosto, sobre textura, enquadrando alguns símbolos da linha de vida:
- Um gato, porque eu amo gatos e sempre estiveram presentes na minha vida, desde a mais remota infância. Emoldurado pela janela que abre um caminho para horizontes novos e conhecidos.
Talvez esta abertura para o mundo seja exatamente o motivo pelo qual pessoas gostem tanto de imagens de portas e janelas.
Além da abertura  janela também é recolhimento. Permite que orquestremos nossos contatos com o mundo.Portas e janelas se abrem e fecham.
O gato está lá espiando a bailarina que eu quis ser um dia. Diáfana, etérea, carregada pelas ventanias da vida  que dissolvem contornos  e encontram barreira sólida nos delineado da selva de cimento que aprendi a amar.
Street line de São Paulo, colhida de uma foto que fiz  na cidade escolhida pela filha para iniciar vida profissional; o que me levou à inúmeras visitas movidas a saudade.
Esta capital repudiada era o símbolo do desordenado frio e poluído... se tornou aconchegante.
Louça robusta, o bule de café quente, forte e doce. Ou de chá. Bebidas de família!
Entretanto não poderia simplesmente imprimir uma foto de trabalho feito, então adicionei outros elementos que representam este ano conturbado.


O caminho...com este passarinho gracioso que fotografei num dia de ventania...


As sombras na tarde de sol.
Saias voavam ao vento, mas a câmera ficou com preguiça de registrar.
Sombras tem me atraído desde o começo deste ano. O ano da borboleta. Uma ironia.
Um ano de liberdades que nos fechou em sombras.


Além das sombras os pavimentos ...já perceberam como são bonitos? Necessitamos olhar para o céu, com frequência, mas este ano a mãe Natureza nos ensinou a baixar o olhar...humildemente.


O tratado foi uma composição em B&W, mas o dono da copiadora não entende destas sutilezas, ainda mais com encomendas pelo WhatsApp...e veio  tudo em preto e branco azulado.
Pandemia, pandemônio e o exercício da paciência!
Não é tempo de reclamar, pois  todos os sapatos apertam, todos os calos doem.


E a composição deu o primeiro vagido.
Estão lá o auto-retrato, as sombras da clausura, o redemoinho das folhas do outono que iniciou, as duas primeiras fotos como aluna da FAP.
E o covid19, tentando engolir tudo.
Tentando....
Só que não...enclausurados, confinados, mas não contidos.



Comecei a escrita embalada pelo Gothan Project, hoje  sugerido pelo amigo Avila (grande artista) na página do facebook,  e acabei me encantando, na sequência,  com: Passion Tango - Roxane.
Tango é fundo musical perfeito para navegar na arte!

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Fundamentos de Linguagem Visual - O Ponto



Definição: Ponto é toda a formação plana que possui um centro e forma um todo

Características:
- O ponto pode se expandir. Expandido  é necessário perceber sua forma exterior, valor tonal e estrutura.
- O Ponto é flexível. Quando imprimimos uma imagem  o ponto permite reproduzir valores tonais, cores, suas transições e mesclas.
- Toda técnica de reprodução se baseia no ponto



- Os dois valores, ponto e superfície, devem manter dimensões proporcionais. um ponto muito grande reduzirá a superfície e um muito pequeno ficará submerso numa superfície grande.


- Na região central de uma superfície um ponto estabelece fácil o contato com o entorno. Cada ponto tem poder de irradiação e é no centro que ele se encontra melhor.
- Ao deslocarmos o ponto a relação estática entre o ponto e a superfície ficará desequilibrada. A superfície passa de passiva para ativa. Pode até acontecer uma ilusão de tridimensionalidade.


- Se colocarmos mais um ponto a superfície perde força e eles dominam . Os dois pontos decidem o que acontece. Se podem cortar a superfície, se fundir, formar novas situações. Tr´~es pontos em relações lineares levam a um triângulo, um circuito fechado de forças.

- Múltiplos pontos permitem outras variações:alinhamento de pontos (horizontal, vertical, em trama), agrupamento, dispersão livre ou regrada, concentração, variedade de dimensões, de cinzas, de cores, de estruturas.

- Se um ponto estiver no espaço como uma esfera adquire nova força embora isto não muda sua essência. A força de irradiação de uma esfera é mais intensa que a de um disco

Fundamentos da Linguagem Viual I - Semiótica




- Idioma não é a única e exclusiva forma de linguagem.

- Nos comunicamos também através da leitura e/ou produção de formas, volumes, massas, interações de forças,movimentos; somos também leitores e/ou produtores de dimensões e direções de linhas, traços, cores...Enfim, também nos comunicamos e nos orientamos através de imagens, gráficos, sinais, setas, números, luzes...Através de objetos, sons musicais, gestos, expressões, cheiro e tato, através do olhar, do sentir e do apalpar.

- Os povos se comunicam por outros símbolos que não a linguagem escrita e verbal desde a pré-história através de  rituais, danças, música, jogos, arquitetura, objetos e arte (desenhos, pintura, esculturas, poéticas, cenografia).



- A linguagem verbal, através de sons se traduz de forma visual alfabética, escrita de muitas formas mundo afora além de representações como; hieróglifos, pictogramas, ideogramas.


Pictogramas:
representações de objetos e conceitos traduzidos em uma forma gráfica extremamente simplificada, mas sem perder o significado essencial

Ideogramas:
Ideograma é um símbolo gráfico utilizado no sistema de escrita ideográfico, onde cada elemento pode representar um objeto, uma ideia ou um conceito abstrato. Os ideogramas formavam o sistema de escrita de várias civilizações antigas, como a egípcia (os hieróglifos) e a maia, antes do surgimento dos primeiros alfabetos. Na imagem ideogramas japoneses.