terça-feira, 11 de agosto de 2020

Fotografia - Caminhando com a Pandemia

A segunda sessão fotográfica  da disciplina - Fotografia - é um registro  feito durante a Pandemia Covid19.
A princípio minhas escolhas refletiram uma certa ausência de cor. Neutralidade que pode ser muito elegante quando traduz um universo fashionista, mas no atual contexto  reflete passividade da alma.
Então procurei  cor  e a caminhada se traduziu em etapas.

1. CONTURBAÇÂO











2. CONFINAMENTO














3. CONCILIAÇÂO











Caderno de Tintas Naturais




* texto em desenvolvimento


Na primeira etapa do Estudo A Distância, na disciplina Laboratório de Materiais,  desenvolvido durante a Pandemia Covid19  foi solicitado um estudo sobre tintas feitas com pigmentos naturais.

"Primeiras orientações dadas sobre a disciplina (via email) 30 -07
Material sobre tintas naturais para leitura.
Orientações: - faça em uma folha de papel um mostruário de cores extraídas no processo de fricção a partir de frutas, hortaliças, verduras, folhas, flores que tiver ao seu redor. - anote a data, o tipo de processo (fricção) e a partir do que foi feito, como, por exemplo, se usei amora, escreverei amora ao lado da mancha que obtive ao esfregar a amora no papel. - guarde seu mostruário. 

Faremos 5 folhas de mostruário com os demais processos de extração (que serão solicitados nas próximas aulas) e, ao final, faremos um Caderno com essas folhas. 
- O Caderno será finalizado na primeira semana de Agosto."professora Mauren Teuber.

Para realizar a tarefa foram utilizadas folhas de A3, dobradas pelo meio, de papel liso gramatura 180.
Várias amostras botânicas foram testadas  in natura (fricção e liquidificação), extraídas pelo calor ( cocção e maceração) e extraídas por solventes (álcool), alcalis ( agua+bicarbonato de calcio) e ácidos (vinagre).
 Os resultados mais interessantes obtidos com extratos botânicos foram:



Alfeneiro  (Ligustrum vulgare) - Pertence ao extenso grupo ( cerca de 200)  de  plantas tintureiras ou  anileiras, que produzem anil.  As principais anileiras  são as espécies Indigofera spp, produtoras de azul índigo ( jeans)




O alfeneiro produz pigmento azul arroxeado, estável que se comporta de maneira semelhante nos diversos meios de extração. Por cocção a extração é intensificada resultando em líquido azul marinho quase negro. No papel o azul índigo é consistente.
Estou aguardando a secagem do material que sobrou da cocção para tentar obter um pigmento por moagem.


Cúrcuma ou Açafrão-da-terra (Curcuma longa)  - Originária da Índia muita usada  como tempero, o pó é obtido das raízes da planta cúrcuma. Não deve ser confundida com o verdadeiro açafrão que é retirado dos pistilos da flor de açafrão, e extremamente custoso.
Obtém-se da cúrcuma um belo tom de amarelo.




Hibiscus (Hibiscus acetosella) - Também conhecida  como vinagreira roxa é arbusto de origem africana com folhas escuras de tonalidade roxa avermelhada, que pode atingir 3 metros de altura. As flores e folhas tem valor medicinal, culinário e industrial na produção de pigmentos. Flores secas são usadas em delicioso chá de sabor levemente cítrico. A intensidade da coloração vermelha depende da espécie utilizada,da maturação e cultivo.

Os pigmentos (antocianinas e taninos) das flores secas de hibiscus  se transformam indo rapidamente do púrpura ao roxo azulado, quando em contato com o papel. Isto provavelmente se deve a alcalinidade do papel.
Antigamente no processo de produção dos papeis eram usadas substancias ácidas. O que determinava amarelamento com o passar do tempo e menor vida útil. Hoje encontramos muitos papéis alcalinos que são mais brancos,  e adequados as impressões mecânicas.
Penso que saber o pH do papel usado deve ser importante para artistas que gostam de preparar suas tintas com substratos botânicos.
Hortências se comportam de maneira semelhante ao hibiscus. "In natura" a mesma espécie de Hortência desenvolve floração rosa em solo ácido e azul em solo alcalino. As vezes no mesmo jardim.
Existem pesquisas comparando a extração das antocianinas de hibiscus e similares como o repolho-roxo, usando soluções alcoólicas,  aquosas com dióxido de enxofre, a quente e a frio.





Urucum (Bixa orellana) - originário das Américas era conhecido e usado pelos índios brasileiros assim como o jenipapo ( preto).  A intenção era proteger a pele do sol e das piadas de mosquitos. Obtém-se cor vermelha das sementes do urucum em pó. Muito apreciado para uso na alimentação a tintura chamada "colorau" é inofensiva para saúde.

O vermelho intenso e claro se deve a presença de bixina (pigmento vermelho, solúvel em óleo ) e orelhena  (pigmento amarelo solúvel em água.)





Quando usado constantemente sobre a pele confere tonalidade avermelhada permanente, pois as partículas em pó entopem os poros da epiderme sendo dificilmente eliminadas. Tinge utensílios também.


Tintas de terras

Considerando as dificuldades momentâneas para coleta de campo, devido a Pandemia Covid19 a opção foi para argilas naturais comercializadas pela PEM (41-984968897).
Está escolha eliminou as etapas iniciais da preparação do pigmento terra que inclui separação de detritos, esterilização e secagem.


Argila branca: dolomita
Argila bege; argila verde; argila azul;
argila cinza; argila marrom; argila preta; argila amarela; argila rosa; argila vermelha; argila rosa: minerais do grupo esmectite.

*Anotação em construção...

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Velhice e Memórias.




 VELHICE

Envelhecendo, encarquilhando, assombrando as imagens da juventude.
Dei-me conta do significado das palavras e entendi o espanto poético de Mário Quintana.
Vi um reflexo no espelho.
Não fiel, límpido, e cristalino, mas  superfície embaçada numa vitrine.
Entre contornos de ícones fashionistas deparei com uma estranha a me encarar, ligeiramente surpresa, como se estivesse tentando entrever uma velha amiga.
Séria, pálida, mais robusta que o ideal, cabelos que não mais sacodem ao vento. 
Repentinos vincos a marcar seus contornos, como traços trêmulos dos aprendizes de arte.
A força da colisão se fez sentir ao atingir os ditos espelhos d'alma.
Manso cansaço de jornada extenuante estava no olhar, e mesmo na repentina quietude do reconhecimento não houve grande espanto.
Como se já o esperasse, em conformismo com o inevitável.
Uma breve agitação nos recantos  da alma, um grito de rebeldia, uma questão.
É assim o envelhecer?
Pacata aceitação, aguardando a decadência do corpo, o vergar do espírito?
Voltar os olhos saudosos para o ontem, pois o amanhã é tão previsível que perdeu parte do encantamento.
Perder o caminho dos sonhos?
O que farei quando não ousar mais sonhar?
Procurarei a resposta amanhã, hoje quero lamber as feridas, pelo silêncio dos cantos.

Elisabeth Casagrande, 2017


MEMÓRIAS

Afirmam que é uma característica de velhice. Talvez.
Memórias são arquivos magníficos, que necessitam acesso, para não travar o pensar.
Há pouco reabri os 16, e motivos que me levaram a escolher ou rejeitar  inúmeros rumos pretendidos.
Tantos motivos errados para nortear decisões importantes!
Faltou um gole de ousadia, num copo muito cheio de senso de responsabilidade. 
Priorizei tantas situações e fatos que acabei no final da fila.
Como disse um personagem da pantomima televisiva : - "Me perdi de mim".
Não totalmente, mas em parte.
E todos estes desacertos de outra era provocaram a reflexão sobre tolerância no agora.
Adolescentes são assim...emocionais, conflitantes, impulsivos e algumas vezes inconsequentes.
Olhar para ontem fez perceber mais uma obviedade relegada ao fundo:  o mundo gira sempre igual .
As histórias se repetem e os erros são aprendizados necessários, de importância visceral.
Deixemos errar.

Elisabeth Casagrande , 2020

Pigmentos Minerais

O principal componente de uma tinta é o pigmento e comumente são utilizados minerais  como material colorido. Além de dar cor os pigmentos dão consistência e auxiliam na secagem da tinta.
Pigmentos naturais minerais, botânicos ou animais são conhecidos e utilizados  pelo homem há muito tempo. Entretanto hoje a maioria dos artistas usa pigmentos sintéticos que obedecem a padrões estabelecidos pela American Society for Testing Materials - ASTM.
Para utilizar minerais como pigmentos devemos considerar a cor, matiz, pureza e o brilho da luz difusa que ele produz.
Estas características dependem da textura, do grau de absorção, do tamanho e da forma das partículas do pigmento que deve ser quimicamente inerte para resistir à luz, ao ar e à umidade.
Quando resistente a altas temperaturas, torna-se de valor para colorir cerâmicas vitrificadas.
Se desejamos combinar dois ou mais pigmentos, eles devem ser inertes para que a cor de um não interfira na cor de outro.
Óxidos simples são estáveis , mas os sulfatos, fosfatos e carbonatos também tem boa estabilidade.
Refração, a densidade, a insolubilidade e absorção de óleo são características que devem ser avaliadas na escolha dos pigmentos.

PIGMENTOS BRANCOS

Antigamente o mais utilizado era  caulim e outro tipo de argila branca chamada greda.
Atualmente a substância mais comum para se obter tinta branca de dióxido de titânio obtida de três minerais:rutilo, ilmenita e anatásio.
Rutilo fornece pigmento branco brilhante e o anatásio,é mais resistente.Apesar de formarem pigmentos brancos é mais comum encontrar rutilo e ilmenita pretos.
Branco da China é pigmento branco da zincita, um óxido de zinco. É fungicida.
Sulfeto de zinco que forma os minerais esfalerita, matraíta e wurtzita também é utilizado para fazer tinta branca.

PIGMENTOS PRETOS

Geralmente provenientes do carvão e outras fontes de carbono, como grafita. A queima para obter carvão pode ser da madeira, porém se for de ossos animais obtém-se o carvão de osso  ou negro animal.
O negro de fumo é oriundo da queima de óleo e gás natural produzindo fuligem. Outro pigmento preto vem da molibdenita (sulfeto de molibdênio).

PIGMENTOS VERDES

Um carbonato básico de cobre chamado malaquita é o mineral verde mais conhecido.
Glauconita   ou silicatos terrosos do grupo das micas  produz o verde do tirol.
Celadonita - silicato de potássio, ferro e magnésio, do grupo das micas também é  verde e terroso.
Pintores famosos, desde Da Vinci até Picasso, usaram um famoso pigmento verde obtido com o mineral volkonskoíta, um silicato hidratado do grupo da esmectita.

em construção...

Referências :
Serviço geológico do Brasil:
BRANCO, Pércio de Moraes. Dicionário de Mineralogia e Gemologia. São Paulo: Oficina de Textos, 2008. 608 p. il.
KIRSCH, Helmut. Mineralogia aplicada. Trad. Rui Ribeiro Franco. S. Paulo, Polígono, 1872. 291 p. il. p. 225-226.
HISTÓRIA da Terra. In: Tesouros da Terra. Minerais e pedras preciosas. S.l.: Globo/Planeta, s.d.
HOUAISS, A.; VILLAR, M. de S. Dicionário Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
PEREIRA, A. P. et al. Análise química de pigmentos de minerais naturais de Itabirito, MG. Cerâmica, 53(2—7):35-41.
SYMES, R. F. Pigmentos. In: ______ Rochas & Minerais. Trad. Norma P. Carvalho. S. Paulo, Globo, [s.d.] 63p. il. p. 32-33.
Fotos Pércio de Moraes Branco; R. F. Symes; .

sábado, 8 de agosto de 2020

Técnicas de Pintura



Para expressar sua criatividade  artistas usam técnicas, estilos, gêneros e materiais de pintura diferentes.
Técnicas de pinturas são variadas e muitas vezes estão atreladas ao tipo de material usado como suporte para a execução da arte.
Atualmente a tecnologia permite o surgimento ou incorporação de novos materiais o que propicia o surgimento de novas técnicas.
Tradicionalmente usa-se: afresco, têmpera,  pintura a óleo, pintura acrílica, aquarela, desenho ou pintura a pastel e crayons, guache, encaústica, resina alquídica.
Existe a possibilidade de misturar técnicas e também dentro de cada uma associar métodos diferentes. Assim temos as velaturas e os  empastos como exemplos de métodos usados na pintura a óleo,  as aguadas na aquarela e pintura acrílica, raspados, enxugados e frotagem. Alguns artístas usam partes do corpo, salpicados, respingos  e aerografia.
Percebemos na atualidade grande desenvolvimento da técnica classificada como pintura ou arte digital.

Afresco


A Criação de Adão, Capela Cistina - Michelangelo

Utilizado desde a antiguidade, principalmente na pintura italiana renascentista, constitui obra pictórica feita sobre uma parede ou teto. A superficie rústica de base chama-se arricio.
Em português pode ser chamado de "fresco" e o termo vem do italiano affresco.
Geralmente assume a dimensão de um mural e tem como base  o gesso ou argamassa de revestimento do local, que recebe pigmentos antes de solidificar ou secar. Tanto pode ser feito sobre  gesso ou "nata de cal"quanto sobre cimento e outros materiais úmidos que incorporem o pigmento.
Exemplo clássico são os afrescos de Michelangelo Buonarotti na Capela Cistina (vídeo BBC) do Vaticano. Iniciados em 1508 e finalizados depois de 4 anos revelam a grande habilidade  e domínio  técnico necessários para executar o trabalho.
A técnica foi usada  com maestria por vários artistas como Masaccio, Fra Angelico, Piero de La Francesca, Luca Signorelli, Pietro da Cortona, Giovanni Tiepolo, Rafael Sanzio, Giotto e Ucello
Nos sítios arqueológicos de Pompeia, destruída pelo vulcão Vesúvio, existem afrescos representando aspectos do cotidiano do povo romano.

Têmpera

 
Alfredo Volpi

Neste método clássico os pigmentos são emulsionados  em água  e ovos (inteiro ou somente a gema), cola ou leite.
Utilizada desde a Antiguidade está  significativamente presente na arte egípcia, grega, na italiana dos séculos XIV e XV, geralmente em paredes ou painéis de madeira preparados com gesso.
Adequa-se para retratos, paisagens, naturezas -mortas proporcionando aspectos diferentes.  Algumas combinações tem aspecto opaco semelhante ao guache.  Outras apresentam luminosidade suave, cores brilhantes e translúcidas.
O meio seca rapidamente solicitando técnicas adicionais para aumentar a graduação de tons. Quando o pigmento está mais concentrado  temos a "têmpera forte".
Alfredo Volpi utilizou muito esta técnica na sua obra.

Pintura a Óleo


Irises - Vincent Van Gogh

Conquistou a preferência do meio artístico a partir do renascimento devido a sua natureza versátil e da grande possibilidade de expressão. Abrange uma ampla gama de métodos e estilos utilizando  pigmentos aglutinados em algum  óleo secante.
Proporciona modulação  máxima dos objetos pintados  a ponto de dar-lhes uma característica sólida e tátil, profundidade e variadas graduações de claro e escuro.
Permite  fusão de cores que enriquece muito a composição, assim como a sobreposição de camadas  modelando volumes. A grande variedade de efeitos torna a obra mais rica e intensa que na pintura acrílica.

Pintura Acrílica


Oferece pinturas de cores brilhantes e vívidas. Seca rapidamente devido a tinta utilizar pigmentos naturais ou sintéticos diluídos em água e resina acrílica.  Possível  em grande variedade de suportes  constitui técnica de escolha para artistas principiantes,  ou sensíveis a matéria-prima utilizada na pintura a óleo.Grandes obras são realizadas com tinta acrílica sendo uma escolha frequente entre os contemporâneos da pintura abstrata.

Aquarela


William Turner 

Transparência e luminosidade  são as características desta técnica antiga, aparentemente fácil porém bastante complexa na sua execução.
Registros indicam  uso na China  cerca de 2000anos atrás, e na Europa, com grande popularidade, ,desde a Idade Média.
Albrecht Dürer produziu em torno de 120 obras introduzindo a aquarela na sociedade ocidental, embora William Turner tenha sido o maior aquarelista através do tempos com acervo de aproximadamente  2.000 aquarelas.
A fluidez das tintas aquosas cria manchas ou texturas expressivas, intencionais ou espontâneas, sobre o papel de alta gramatura, casca de árvore, plástico, couro, tecido e papiro.
Apesar do planejamento de efeitos  é possível que numa aquarela o material reaja de maneira imprevisível levando a resultados inesperados. Isto pode intimidar aquarelistas iniciantes ou enriquecer o trabalho do artista, quando explorado como recurso criativo..
A diversidade de cores e  tipos de suportes, principalmente papeis,  produz grande variedade  de expressões sobre um mesmo tema.

Encaústica


Encaustica é uma técnica de pintura registrada  desde o século V A.C., na Grécia. O termo vem do grego e significa ""queimar".
O meio para encaustica consiste em cera de abelha derretida com uma pequena quantidade de resina onde o pigmento é adicionado , à cera derretida, para criar uma forma de tinta. Pintar com encáustica exige que o artista trabalhe rápidamente. A cera começa a endurecer no momento em que deixa sua fonte de calor. Cera derretida é aplicada com pincel em uma superfície resistente - geralmente painéis de madeira. À medida que cada camada de cera é aplicada, ela é aquecida ou “fundida” para uni-la às camadas anteriores. Como o calor liga cada camada àquela colocada antes dela, uma imagem que pode consistir em muitos elementos de composição separados formará estruturalmente uma massa. A superfície da cera pode ser raspada ou incisada para revelar as camadas subjacentes. A remoção e revelação costumam fazer parte do processo tanto quanto aplicar e adicionar. Muitos outros meios combinam bem com a encáustica, como aquarela, tinta, grafite, carvão, colagem e transferência de imagem. As possibilidades são variadas e infinitas.

Referências: Wikipedia; Glossário de Técnicas artísticas - UFRGS;  Publifolha;  Enciclopedia Virtual Conceitos;  Widewalls Magazine e Galeria Virtual;  Pintura a Óleo - Editorial Stampa; A Arte de Pintar - editora Nova cultural; Guia Completo de Materiais e T- Editora Martins fontes; Laura Culic Arts;

Pigmentos Naturais e Tintas


PIGMENTOS e TINTAS 

Pigmento são substâncias (pigmentos puros) ou preparações (pigmentos compostos) na forma de partículas finas, usados principalmente na indústria de tintas, cosmética farmacêutica e de alimentos.
Na preparação das tintas para artes plásticas os pigmentos são listados de acordo com uma nomenclatura mundialmente conhecida.


Podem ser Inorgânicos, Orgânicos e Sintéticos

Inorgânicos ou Minerais: De origem mineral, são os mais antigos, que datam do século XIX ou anterior. Algumas das tintas produzidas com esses pigmentos são: cobalt; cadmium; ochre; earth; sienna; umber.

Orgânicos e Naturais: Menos usados devido a baixa permanência e pela opacidade, são derivados de plantas e animais. Alguns dos pigmentos foram banidos pela ameaça de extinção de certos animais, enquanto outros permanecem até hoje.
O maior exemplo de pigmento de origem animal ainda usado é o PBk 9, obtido pela queima de ossos de animais

Sintéticos: São os pigmentos mais modernos, mais brilhantes e permanentes feitos através de manipulação de elementos químicos

PIGMENTOS NATURAIS BOTÂNICOS


 Os principais pigmentos naturais encontrados em plantas são: - clorofila, carotenoides, flavonoides, betalainas, taninos, pigmentos quinoidais e xantonas
As diferentes colorações vegetais se devem a associação entre estes pigmentos principalmente com a clorofila, como fazem os carotenoides nas frutas.
Com a maturação existe degradação da clorofila, enquanto aumenta a síntese de carotenoides.

Clorofilas ou pigmentos verdes.

Alteram-se quimicamente por fatores como pH, presença de metais bivalentes, aquecimento enzimas, etc.
No meio alcalino as clorofilas perdem o fitol e ficam verde brilhante. Em meio ácido perdem H + e se transformam em feofitinas com coloração verde parda.
Quando fora dos tecidos vegetais as clorofilas são degradadas  pela luz e oxigênio perdendo a coloração, assim como perdem a cor verde em meio ácido.
Na presença de íons Mg++ e Zn++ , em meio ligeiramente ácido,  apresentam cor verde brilhante.
Para preservar o pigmento clorofila é possível adicionar alcalinos como o bicarbonato de sódio. Métodos que evitam formação de cor verde castanho em hortaliças e frutas:
- Adição de álcalis (bicarbonato de sódio ou tampões  fosfato e citrato) .
- Atmosferas modificadas ricas em CO 2 e baixa temperatura retardam ação enzimática.

Carotenoides  ou pigmentos do amarelo ao vermelho

Os mais de 300 carotenoides que ocorrem na natureza se dividem principalmente em Carotenos e Xantofilas.
Nas frutas cítricas encontramos misturas complexas de carotenoides, e nas folhas verdes  geralmente a luteína, violaxantina e neoxantina.
Solúveis em solventes orgânicos, são moderadamente estáveis ao calor e podem oxidar perdendo cor na presença de luz, calor intenso e pró-oxidantes.
Permanecem estáveis na faixa de pH que vai de 3,0 a 7,0


A: Da esquerda para a direita: pigmentos extraídos de amaranto, couve roxa e espinafre. 
B: Extratos liofilizados de repolho roxo, morango, pimenta vermelha, amaranto, espinafre e mirtilo.
C: Repolho roxo com pH diferente. 
D: Extratos liofilizados de repolho roxo com diferentes pH e peróxido de hidrogênio (água oxigenada)


Flavonoides ou pigmentos vermelhos , azuis e violetas.

Dividem-se em antocianinas e os não antociânicos ou antoxantinas.
As antocianinas  são encontradas somente em vegetais, principalmente flores e frutos e podem ir do vermelho vivo ao violeta e azul.
Podem ser extraídos pelo álcool levemente acidificado.
Dentre 20 conhecidos  6 são mais frequentes, relacionados  na tabela abaixo.
Pigmentos instáveis  apresentam menor labilidade em meio  ácido ( pH entre 1,0 e 3,0) quando ficam vermelhos. Nas soluções alcalinas tornam-se azuis em cor instável.
A durabilidade pode ser modificada pelo pH, temperaturas, enzimas, ácido ascórbico, oxigênio e íons ( principalmente íons de ferro).
Altas temperaturas degradam produzindo coloração marrom.Também escurecem com a presença de oxigênio.
Na presença de metais como ferro, alumínio ou latão as antocianinas tornam-se  pigmentos azul púrpura ou acinzentados.
Dióxido de enxôfre  e sulfitos provocam descoloração.
As antoxantinas, pigmentos claros e  amarelados,  ocorrem apenas em vegetais. Por exemplo: repolho branco, batatas  e cebolas.
São mais resistentes ao calor e a luz. Alguns adquirem coloração mais amarelada  quando aquecidos em meios fracamente alcalinos.


Betalaínas ou pigmentos amarelos e vermelhos

De comportamento químico semelhante ao das antocianinas dividem-se em: betacianinas  ( vermelhas) e betaxantinas (amarelas). Estas últimas são mais estáveis em variações de pH.
Betalaína , da beterraba é o principal pigmento vermelho das betalainas. Vulgaxantina é o principal amarelo.
Em solução ligeiramente ácida ( pH 4,0 a 7,0) as betalainas ficam vermelho brilhante. Abaixo ficam vermelho escuro e mais alto ficam arroxeadas. Tornam-se instáveis no aquecimento.

Quinonas e Xantonas ou pigmentos amarelos e negros.

Encontrados principalmente em raízes e árvores dão cor às madeiras. Também podem existir no suco de flores, fungos e cogumelos, algas e variam do amarelo ao negro.
O maior grupo é de antraquinonas ( fungos, liquens, plantas superiores) . Outro é o de  naftoquinonas (nozes) e um terceiro é o das benzoquinonas ( fungos e plantas com flores) tendo omo exemplo a espirulosina de cor preta violácea.

*Quinonas de origem animal muito importantes são cochonilha, (vermelha devido ao ácido carmínico)  e carmim-cochonilha. Estes pigmentos são estáveis a luz e ao calor.
O carmin-cochonilha (E120) é um material de cor vermelha extraído de corpos secos de insetos fêmeas das espécies Dactylopius coccus Costa ou Coccus cacti L
 
O grupo das xantonas abrange em torno de 20 pigmentos amarelos diferentes, sendo o encontrado na manga (mangiferina) o mais importante .

Taninos ou pigmentos amarelados e marrons.

São compostos fenólicos de estrutura química variada que costumam se combinar com proteínas. A coloração varia do amarelo até o marrom escuro.

PIGMENTOS DE TERRA


O pigmentos obtidos das terras são fáceis de obter e manusear, além de economicamente viáveis.  Reduzem  a utilização e  produção de materiais poluentes ou tóxicos, agredindo menos o meio ambiente.
Após a coleta, respeitando as limitações para não agredir o ambiente, terras devem passar por alguns processos antes de serem utilizadas como pigmentos.


O tratamento abrange: Processos de moagem, decantação e calcinação.

1- Moagem é um processo de conversão a pó ou pulverização do mineral, transformando em pó fino e uniforme. Pode-se utilizar uma peneira de malha fina e um moinho de bola ou almofariz de porcelana.
Normalmente se moe pelo menos durante 30 minuto.

2- Decantação é a separação dos constituintes da terra quando colocada em repouso. Geralmente as camadas são de argila, silte e areia. Para produzir boas tintas, o ideal é obter o máximo de silte e argila, pois elas possuem cores mais vivas. 'Silte 'são pigmentos de rocha em partículas menores que areia e maiores que argila.
Para decantar mistura-se a terra moída com igual parte de água. Agitação vigorosa e repouso em recipiente de vidro transparente.

3- Calcinação é a remoção da água, CO2 e de outros gases‘ligados quimicamente’ a uma substância. Na calcinação ocorre a decomposição química, onde o pigmento seco é queimado em recipientes de cerâmica, em forno ( elétrico) a partir de 600 ºC. Assim  eliminam-se  materiais orgânicos indesejáveis. Isto pode ocasionar corrosão e mudança de cor do mesmo.
Ocres são argilas coloridas pelas proporções variadas de óxidos de ferro. Em estado natural são amarelas ou marrons, mas se tornam avermelhadas depois da calcinação.


Terras mudam de cor geograficamente. Podemos encontrá-las em tons de rosa e vermelho, brancos, amarelos, ocres, roxos, alaranjados, marrons, lilás, pretos, beges, verdes e cinzas. Estes pigmentos se prestam a várias formulações de tintas.
Roussillon, na França, é famosa pelos ricos depósitos de pigmentos ocres encontrados na argila perto da vila. As grandes pedreiras de Roussillon estiveram ativas do final do século XVIII até 1930. Atualmente, a mineração de ocre é proibida para proteger os locais da degradação ou mesmo da destruição completa.


Os pigmentos argilo minerais  devem seu colorido  geralmente a metais como ferro, manganês, cromo, titânio, silicio, alumínio e potássio, hematita ( minério de ferro), dolomita, illita, caolinita, quartzo, e goethita, (óxido de ferro).



ARGILAS

Argilas que tem aplicações em variados tipos de indústrias podem ser encontradas em diversas alturas e profundidades. frequentemente obtidas de jazidas a céu aberto e posteriormente processadas e descontaminadas nas indústrias.

Branca: argila natural rica em diversos compostos minerais responsáveis pela sua coloração e ação terapêutica. Possui elevada quantidade de alumínio,  Sua composição mineralógica qualitativa corresponde a uma mistura de quartzo e caolinita.

Verde ou Acinzentada: a mais tradicional das argilas, rica em silício e zinco . Sua coloração deve-se à presença de óxido de ferro, que atua em sinergia com outros minerais presentes. Sua composição mineralógica qualitativa corresponde a uma mistura de quartzo, esmectita, illita e caolinita.

Vermelha: é uma argila rica em óxido de ferro e cobre. Sua composição mineralógica qualitativa corresponde a uma mistura de quartzo, esmectita, illita e caolinita.

Rosa: é uma mistura de argila branca e vermelha (rica em hematita vermelha) . Sua composição mineralógica qualitativa corresponde a uma mistura de quartzo, esmectita, illita e caolinita.

Preta ou Lama-negra: é obtida de grandes profundidades e raramente é encontrada pura. Este tipo de argila vem associado a materiais orgânicos e à água, formando uma lama viscosa e de cor escura. É uma das mais raras argilas e contém dolomita.

Amarela: rica em silício e potássio

Roxa: rica em magnésio.

Cinza: Rica em titânio e silício.

Marrom: O conjunto de minerais formados pela alteração das rochas é rico em silício, alumínio e titânio

Vídeo:  Pintando paredes com Tintas de terra - apresenta variados pigmentos.



Tinta Aquarela




TINTA AQUARELA

A composição das tintas aquarelas é geralmente de:
- pigmento colorido moído
- aglutinante como goma arábica (seiva da árvore, que fixa a cor sobre o papel)
- agentes biocidas, umectantes ou auxiliar plastificante (mel ou xarope de milho e glicerina).
- carga inerte (dextrina)
- água


Goma Arábica 

Goma arábica é o componente plastificante mais evidenciado devido a sua propriedade hidrofílica que permite excelente difusão e dissolução em substratos hidratados.
É um aglutinante natural, vegetal exudado pela Acácia Senegal, arbusto muito comum no Sudão e Senegal na África. Qualquer incisão na Acácia produz esta goma como defesa.
Convencionada como arábica porque foi o povo árabe que a introduziu no comércio europeu.


Mel ou Glicose de Milho

São  umectantes, retentores de água e também tem função microbicida impedindo a proliferação de fungos.


Glicerina

Melhora a função plastificante da goma arábica evitando o craquelamento da tinta.




 Dextrina

Confere cremosidade e suavidade à massa de tinta. Também permite usar menor quantidade de pigmentos  na formulação.


Água

Presente nas tintas em tubo é evaporada no estagio final das  tintas em pastilha


Pigmentos 

Geralmente são escolhidos os menos fotossensíveis ou que resistem a degradação pela luz.

- Pigmentos inorgânicos: Cádmios (vermelhos laranjas, amarelos);Ocres, Sienas, Sombras(Terras), Óxidos diversos, Ultramarinho, Ceruleo, Cobaltos, Veridian entre outros.

- Pimentos orgânicos: Quinacridona (diveros tons), Azo(amarelos) Antraquinonas, Monazoicos, os poderosos azuis e verdes Ftalo entre outros.

Preparação Manual de Tinta para Aquarela

Ingredientes

pigmento em pó
goma arábica (pó ou cristais)
glicerina (solução USP)
amido de trigo branco
xarope de milho
mel
óleo de cravo
fel de boi (ou dispersante comercial)

Materiais

2 caçarolas
gaze
bancada da cozinha em chapa de vidro ou pedra
espátula ou paleta
muller (uma pedra ou pedaço de madeira, metal ou vidro usado como pilão para bater ou triturar)
colheres de medida
atomizador de água (borrifador)
máscara facial de papel ou máscara respiratória
luvas de latex

Preparo dos Ingredientes

Goma Árábica: Coloque 1 parte de goma arábica em pó ou cristais em uma panela ou recipiente de pirex. Aqueça 2 partes de água destilada para ferver, retire do fogo e despeje lentamente a goma arábica, mexendo para misturar. Não cozinhe. Cubra com gaze e deixe descansar por um dia, mexendo ocasionalmente. (Alguns cristais de goma podem precisar de mais tempo para se dissolver.) Coe a solução através de várias camadas de tecido de gaze para remover impurezas e sedimentos.

Umectante. Misture 2 colheres de sopa de mel com 1 colher de sopa de xarope de milho.

Dextrina. Dissolva 2 colheres de café de amido de trigo branco em 1 colher de sopa de água fervente. Mexa até ficar homogêneo.

Solução Veículo
 
9 colheres de sopa da solução de goma arábica
1 colher de sopa de glicerina
1 colher de sopa de umectante
2 gotas de fel de boi
2 gotas de óleo de cravo.
Coloque em um dispensador de mel de plástico (squeezable) leve à geladeira até outra fase da preparação..

Mistura da Tinta 

1- Na chapa de vidro ou na bancada de pedra, faça uma pilha de cerca de 1 ou 2 colheres de pigmento em pó. Faça uma cavidade no meio.
2- Despeje colher de sopa da solução veículo na cavidade e amasse muito lentamente com a espátula. Conforme necessário, adicione mais solução de goma arábica ou água destilada (com o borrifador) até que o pigmento seja completamente dissolvido como uma pasta cremosa.
3- Use um trituradora para separar e moer os agregados de pigmento. Não pode sobrecarregar a tinta assim uma hora de moagem constante é minimamente suficiente. Adicione mais veículo ou água conforme necessário para neutralizar a evaporação ou ajustar a viscosidade. Adicione 1 colher ou menos de dextrina, conforme desejado, para suavizar e engrossar a consistência da tinta.
4- Cubra a mistura com um pano de trama aberta (gaze) e deixe repousar, dobrando-a ocasionalmente com a espátula, até que a evaporação a reduza à viscosidade desejada.
5- Use a espátula para colocar a tinta em tubos vazios, pequenos frascos de vidro ou vasilhas de plástico. Refrigere os frascos quando não estiverem em uso.

DICAS

- Se a tinta  não adere ao papel  provavelmente contém muito pigmento, ou foi feita com muita água e pouca goma arábica.
- Se, ao secar, a tinta fica muito dura, racha ou lasca,deixa o papel com acabamento brilhante ou amarelado, contém muita goma arábica ou pouca glicerina.
-Tinta pegajosa no papel, ou depois de seca no vidro contém muito umectante.
- Se ao secar no papel apresenta acabamento opaco, fosco, esbranquiçado ou escamoso contém muita dextrina.
- A tinta que úmida apresenta dispersão descontrolada contém muito dispersante.
- Quando parece opaca e granulada não foi bem equilibrada.
- Ao usar a solução de goma arábica pré-misturada  (de um fornecedor de materiais de arte), deverá ter a mesma consistência líquida que a solução de glicerina (disponível em qualquer farmácia) ou de um xampu líquido. Se estiver muito fino, despeje em uma tigela, cubra com uma gaze e deixe evaporar o excesso de água.
- Use luvas de látex, máscara facial de papel ou máscara respiratória quando trabalhar com pós de pigmento, especialmente compostos metálicos contendo cádmio, cromo, cobalto, manganês, níquel ou zinco.
- Não inale qualquer pó de pigmento. Lave bem as mãos e os braços após o manuseio.

Laboratório de Materiais - Aulas e Tarefas


Aulas, palestras, encontros e tarefas solicitadas em LABORATORIO DE MATERIAIS disponibilizadas através de classroom/google-meet.

Professora: Mauren Tauber - Unespar



1) Caderno de Artista/Tintas Naturais - Caderno de confecção artesanal

Link: https://classroom.google.com/u/0/c/MTQwOTc0NjUzMzI2/m/MTQxODAxNDEwMDk0/details

Bibliografia sugerida: Anatomia do Livro

Link: https://classroom.google.com/u/0/c/MTQwOTc0NjUzMzI2/m/MTQxODAxNDEwMTE3/details


 Relatório  -  Texto  baseado nas orientações + pesquisas: Tintas Naturais I


2) Continuidade da orientação para o Caderno de Artistas

"Primeiras orientações dadas sobre a disciplina (via email) 30 -07
Material sobre tintas naturais para leitura.
Orientações: - faça em uma folha de papel um mostruário de cores extraídas no processo de fricção a partir de frutas, hortaliças, verduras, folhas, flores que tiver ao seu redor. - anote a data, o tipo de processo (fricção) e a partir do que foi feito, como, por exemplo, se usei amora, escreverei amora ao lado da mancha que obtive ao esfregar a amora no papel. - guarde seu mostruário. 

Faremos 5 folhas de mostruário com os demais processos de extração (que serão solicitados nas próximas aulas) e, ao final, faremos um Caderno com essas folhas. 
- O Caderno será finalizado na primeira semana de Agosto."

Relatório  - Escolha de técnica para experimentação das Tintas Naturais : Aquarela




3)Apresentação do trabalho de conclusão de Curso de Aluna da Unespar.

Relatório: Pesquisa e texto elaborado sobre Pigmentos Naturais/ Tintas




4) Apresentação artista Emanuel Monteiro. Pesquisar material sobre o artista postado na Plataforma (artigo, entrevista, dissertação de mestrado).

Link:https://classroom.google.com/u/0/c/MTQwOTc0NjUzMzI2/a/MTQxODAxOTAxMzkx/details

Relatório: Apresentação; da obra de Emanuel Monteiro


5) #5 Conversa - eixo 02 - 05/08/2020 

Mauren.Teuber - Unespar Curitiba II
4 de ago.

Editado às 4 de ago.
100 pontos

Assistir e fazer anotações.

Perguntar sobre as possibilidades de uso dos materiais para os professores apresentadores.

Relatório: Uso de Materiais em Arte




6) Técnicas de tintas Naturais

Apostila sobre Tintas Naturais

Link:
https://classroom.google.com/u/0/c/MTQwOTc0NjUzMzI2/a/MTQxODAxODUzODQ3/details

- Material escaneado do livro BUENO, Maria Lucina Busato. Tintas Naturais: uma alternativa à pintura artística. Passo Fundo: Editora Universitária de Passo Fundo, 1998. https://classroom.google.com/u/0/c/MTQwOTc0NjUzMzI2/a/MTQxNzU2Nzc3NzM1/details

Relatório: Técnica para elaborar tintas naturais - Aquarela





7) Tintas e Tintas Naturais 

Link:
https://classroom.google.com/u/0/c/MTQwOTc0NjUzMzI2/a/MTQxNzU2Nzc3NzM1/details

Relatório:





8) Paisagens Permeáveis

Link:
https://classroom.google.com/u/0/c/MTQwOTc0NjUzMzI2/a/MTQxODAxOTAxNDgy/details

Relatório:




9) Camadas de Memórias

Link: https://classroom.google.com/u/0/c/MTQwOTc0NjUzMzI2/a/MTQxODAxOTAxNTEy/details

Relatório:




10) Obra de Richard Long

Link: https://classroom.google.com/u/0/c/MTQwOTc0NjUzMzI2/a/MTQxNzk5MDg1NDM2/details

Relatório:




11) História dos Pigmentos

Link: https://classroom.google.com/u/0/c/MTQwOTc0NjUzMzI2/a/MTQxNzU2Nzc3ODUx/details


Relatório:




12) História da Cor Carmim 

Link: https://classroom.google.com/u/0/c/MTQwOTc0NjUzMzI2/a/MTQxODAyNzI2Mjkw/details

Relatório: