terça-feira, 20 de outubro de 2020

FRG - Malha Quadriculada

 


 A proposta era modificar o desenho  o desenho do mobiliário, feito anteriormente,  através da  "malha quadriculada"


Rascunho feito em papel sulfite, posteriormente em papel para aquarela gramatura 180g , usando lápis e guache.


A quase surreal estrutura  da The Dancing House na República Tcheca dos arquitetos Vlado Milunić,  Frank Gehry.

Vídeo



domingo, 18 de outubro de 2020

Tridimensional - Uma Preferência

 

Apresentação solicitada pela professora Polyanna, de Tridimensional,  apresentação de uma escultura que seja preferência. 

E trouxe Henri Matisse.

Inicialmente a predileção é pela imagem bidimensional  "Blue Nude", parte de uma série de nús que inspiraram muitas formas de arte, inclusive frascos de perfumes que ostentam figuras semelhantes  em relevo. Esta  pintura com tesoura na verdade é uma forma de colagem, com papeis coloridos, que Matisse fez no final da vida, adoentado,  após passar por um câncer.  Encontrava-se debilitado demais para usar as ferramentas de esculpir ou o material de pintura em telas.

Henri Matisse, um dos mestres da cor, com passagem pelo Fauvismo,  no começo da carreira artística esteve muito voltado para a escultura. Esculpia peças cujos temas posteriormente  transportou para a pintura, e mantinha no seu acervo pessoal várias peças de amigos artistas, incluindo obras de Rodin.

Afirma-se que a série de "Blue Nude"  foi inspirada na escultura feminina chamada "La Serpentine". Contudo se observarmos há uma linha evolutiva nos nus femininos de Matisse, da escultura à pintura, como podemos constatar em  "Nu Couché" e "Souvenir de Biskra". A tela foi inspirada na escultura anterior que em algum momento foi quebrada. Ambas suscitaram reações polêmicas no público e críticos de arte.


Matisse buscava a paz e  equilíbrio na arte, e persistiu nisto até o fim, apesar das debilidades físicas. Sua pintura  representava um estado de espírito resiliente  na tentativa de expressar a criatividade com materiais  antes impensados.


Vídeo 1: Henri Matisse , Pintor Fauvista, Vida e Obra.

Vídeo 2: Desenho com a biografia de Matisse



sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Mundos de Alice

 

Quem não gosta de "mundos de Alice", ocasionalmente, para quebrar a rotina e sacudir a poeira?

No restante do tempo continuamos com os pés no chão para que a caminhada prossiga!

Amarelo no Tempo e na História


Amarelo (cor pigmento primária e cor luz secundária originada da superposição do vermelho e verde) é profuso na natureza na forma de minerais (alótropos de fósforo, arsênico e antimônio, ouro), de gases ( flúor e cloro) , pigmentos variados como os carotenoides amarelos dos vegetais,  animais ( pelos, escamas, penas, gemas dos ovos) e  óxidos de ferro nas argilas.

Nas terapias holísticas corresponde ao Plexo Solar. 

"Estimulante das faculdades intelectuais, da mente lógica e da faculdade da razão, o amarelo é, pois, associado com o poder e o autocontrole. Depois do branco, o amarelo é a cor mais próxima dos raios solares, em brilho e matriz, e assim, quase sempre, tem um efeito estimulante sobre nosso humor, proporcionando uma atitude harmoniosa em relação à vida, com um senso de equilíbrio e otimismo.".

Nas estatísticas atuais afirma-se não ser uma das cores mais apreciadas embora na temporalidade histórica tenha adquirido significados importantes e antagônicos em diversas culturas.

Pesquisas feitas na Europa, USA e Canadá apontam que a população associa cor amarela com diversão, gentileza, humor e espontaneidade, embora também  com duplicidade, inveja, ciúme e avareza.

 


Uma das primeiras cores usadas na Arte, como pode ser comprovado pelo cavalo amarelo (17.300 anos) na caverna  Lascaux na França

 


No antigo Egito amarelo simbolizava ouro e a crença era de que deuses tinham esqueleto e pele  de ouro. Os homens eram representados com rostos pardos e as mulheres com faces douradas ou amarelas. Os pigmentos usados eram derivados do arsênico e muito tóxicos.

NA China era a cor do "Reino do Meio" e só podia ser utilizada pelos imperadores.

 


Coroação de Nicholas II and Alexandra Fyodorovna in 1896

Também era a cor símbolo da monarquia russa.

Romanos antigos  usavam amarelo para representar pele e ouro, como se percebe nos muros  de Pompeia.

Ambígua,  na igreja cristã primitiva foi associada aos Papas, as chaves de ouro do Reino. Entretanto no período pós clássico convencionou-se que a roupa de Judas Iscariotes  era amarela o que associou a cor com traição e inveja. Embora não houvesse nenhuma referência nos escritos bíblicos.

No Renascimento convencionou-se que os não cristãos (judeus) deveriam ser identificados com a cor  amarela. No século XX  também foi usada pelos nazistas para marcar os judeus usando-se um  triângulo amarelo contendo a  estrela de Davi.

Pela associação com o dourado esta cor  ficou atrelada durante longo tempo  a práticas bancárias e de agiotagem.

Modernamente, entre os séculos XVIII e XIX o  amarelo adquiriu novas conotações, principalmente através da arte.

Arsênico, urina de vaca e outras  substâncias que originavam o amarelo foram substituídas pelos compostos sintéticos industrializados.

 


Em 1776 J.H.Fragonard pintou A Young Girl Reading com um vestido amarelo açafrão.Turner usou amarelo para representar estados de ânimo. Van Gogh admirava o amarelo, cor do sol, sendo um dos primeiros a usar amarelos sintéticos.


O termo "jornalismo amarelo " para notícias sensacionalistas se deve ao personagem humorístico das histórias em quadrinhos,Mikey Dugen, surgido logo em seguida das primeiras impressões utilizando ciano, magenta, amarelo e preto (CMYK)


Em 2003 o artista Olafur Eliasson  fez uma instalação em Londres  (Projeto Weather ) com centenas de lâmpadas de luz amarela iluminando uma névoa feita de água e açúcar.

Amarelo é bem visualizado a distância e em velocidade sendo comumente usado em veículos de emergência e serviços, assim como em sinais de neon.

Amarelo nas Artes Plásticas

Tintas a óleo

Amarelo cádmio 

 +  carmim alizarin ou vermelho cádmio = laranja intenso

 Amarelo Limão ou Amarelo Nápoles 

 +  carmim alizarin ou vermelho cádmio =  rosados

 + ultramarino e cerúleo = cinzas azulados

+ grys de payne, negro e marfim = misturas de ocres e beges

Aureolin 

+ viridian = belos verdes

+ ultramarino e cerúleo = verdes  calmos

Amarelo cádmio escuro

+ violeta de manganês = marrom castanho escuro

+ negro de marfim =  oliva escuro

* amarelos  adicionados aos azuis violetas ficam melhores que  se misturados aos púrpuras que tendem ao vermelho.

 * amarelos + vermelho indiano = cor intensa de areia.

* amarelos clareiam e esfriam os marrons

 

Exiguidade Artística

 

Yellow And Gray Art - a painting by Lourry Legarde

 O que é admirável perde o brilho e desvalida,  quando seu valor intrínseco é usado para apostolar relevâncias particulares.

Se os signos e símbolos são, voluntariamente, desviados  para enaltecer posicionamentos pessoais, que fogem ao âmbito que deveria ser praticado, sua origem torna-se falha, suscetível ao dissabor.


"Ética é a morada do homem"

Ética deriva do grego "êthos" que significa "caráter" representando como pessoas agem. São considerados componentes da ética  ações e comportamentos que respeitam a individualidade do outro.

Considerar o equilíbrio no convívio social, as leis que objetivem  justiça, a não apropriação do que é do outro, e o não prejudicar outros em benefício próprio são comportamentos éticos.

Utilizar do próprio conhecimento para manipular os que não o dominam pode ser considerado ímprobo.


quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Mediação - Arte em Espaços Urbanos


 Foto - Nathalia Castro - De dentro de um táxi...

Espaços Urbanos ...arquitetura, arte e o que mais? 

Onde estivemos, onde estamos, para onde vamos? 

Que espaço ocupamos e ocuparemos? 

Quantos somos?  Quantos seremos?

Se o espaço é nosso qual é nossa responsabilidade sobre o espaço? 

A crítica vem com solução? 

O que é politização do espaço? 

Qual é a relação viável da Arte com o Espaço Urbano? Ocupação ou politização? 

O que é considerado Arte no Espaço Urbano? 

Como preservar a afetividade em relação aos espaços da cidade? 

Quando procuramos respostas há uma necessidade de organizar as perguntas, e tentar uma consulta ou definição interna antes de consumir pensamentos impressos. 

Com muita frequência importamos ideias prontas  e deixamos de ver as  que estão mais próximas de nós, ou que derivam das nossas próprias experiências.

Em relação as cidades, principalmente a que é nosso habitat, temos direitos e deveres, porque a sociedade é soma dos indivíduos e a cidade é o reflexo do comportamento destes indivíduos. 

Quando pensamos politicamente deixamos de ver os indivíduos, o grupo, como um organismo heterogêneo que tem intenções (boas e más) e ações  independente das ideologias que o habita. 

As cidades são mutantes, tanto como as sociedades. Mudanças geralmente  irreversíveis a não ser que o homem reverta ações e conceitos pessoais.

Cidades  pertencem ao todo. Ao indivíduo que anda, que senta, que vende, que consome, que trabalha, come, dorme, acredita e desacredita, que por ela transita movido por razão pessoal e única. 

Atender a todas expectativas é um desafio. Organizar os espaços de maneira que acolham a todos  nas variadas  pretensões é um gigantesco desafio, pois esta abrangência de  necessidades, em teoria, deve ser considerada. 

Quando privilegiamos as exigências de um grupo em detrimento de outro estabelecemos uma linha preconceituosa de pensar. 

Somos pequenas bolhas,  e agregados segundo nossas semelhanças formamos bolhas maiores que geralmente enrijecem. 

Para o bem viver comum as paredes destas bolhas necessitam de flexibilidade. 

Porquê não aceitar as diferentes ânsias dentro de uma população? 

Porquê julgamos que a nossa necessidade é a mesma do outro? Maior e mais importante ? Ou mais correta? 

 

Urbanismo: o saber e a técnica da organização e da racionalização das aglomerações humanas, que permitem criar condições adequadas de habitação às populações das cidades. 

 

 Para que se pratique urbanismo de forma abrangente há de se abolir o sentimento paternalista, aquele do pai que considera certo para o filho o que lhe faz feliz. E transforma esta sensação de adequado em certeza do correto. 

Equilíbrio é algo a se considerar. Posições  não radicais levam a serenidade, do meio termo, do bom senso. Não são palavras vãs. Sugerem a estabilidade do bem comum.

No meio...

Modernamente há premente  necessidade de acomodar mais pessoas em lugares menores. Necessitamos  espaços comunitários que atendam expectativas da diversidade advinda da espécie humana, tão veementemente única em cada indivíduo, na medida do possível.

Somos seres sociais e só organizaremos bem nossos espaços e atividades de grupo quando nos organizarmos como indivíduos, que pensam além do território individual.

E a medida que nos posicionamos  com racionalidade dentro do social, refletindo sobre nossas escolhas e objetivos,  estaremos aptos as ações,  sem estourar a bolha alheia, agregando e não segregando.

Quando  descrevemos uma situação que nos afeta é bom ter em mente o quanto afeta o outro, e ao atingir consenso apontar ou buscar caminhos possíveis. 

Partir do particular para se chegar ao todo. Do nosso particular e do alheio.

No bem estar social pequenas ações as vezes funcionam como sementes, noutras  se perdem  na vastidão. Entretanto  se o indivíduo  se permite frequentar outras bolhas  é obtido um alargamento de horizontes.

Alargar horizontes permite o elaborar de muitas ideias e soluções. 

Um texto interessante para se ler exemplificando  como diferentes sociedades  tratam seus espaços, de acordo com a cultura histórica que carregam.


 

terça-feira, 29 de setembro de 2020

Mediação - Artes São Irmãs

Uma das frases que mais gosto é atribuída a Voltaire, escritor, deísta e filósofo iluminista francês: - "Todas as artes são irmãs e cada uma delas ilumina as outras resultando numa luz universal". 

Muitas vezes comprovei esta afirmativa na prática, vendo o entrelaçar na dança das artes.

Hoje, através da fala do prof. Wahner no debate "Mediação" , reencontrei Niki de Saint Phalle, cuja arte, vida e obra me surpreenderam no passado.

 Niki de Saint Phalle

CONCEITO E ARTE

Niki de Saint Phalle, o perfume que permitiu a realização de um sonho e a remissão da dor.
Niki foi mulher de beleza delicada, cuja rebeldia aos padrões da época escondiam a tristeza e tragédia com que fora tocada na infância.
Nasceu da opulenta aristocracia francesa, atingida pela depressão de 1929, quando abastadas famílias perdiam seus bens.

Depois de passar um período angustiante,  molestada pelo pai, rejeitada pela mãe,que responsabilizava a maternidade pela constante infidelidade do marido, e pelas demais desgraças familiares, ainda pequena foi para a América morar com os avós.
Retorna à Europa aos 18 anos, casada com o músico Harry Mathews, desejosa de uma família bem estruturada, iniciando  carreira de sucesso como modelo, aparecendo em capas de Vogue e Life.

Após uma crise nervosa aos 23 anos finalmente encontrou na arte um caminho para sublimação do sofrimento emocional.
Seu trabalho intenso, que atravessou várias fases, de início conturbado e agressivo, mas sempre narrativo, mostra o processo de recuperação.
Descobriu Gaudi na Espanha e profundamente impressionada iniciou a incorporação dos diversos materiais e cores definindo seu estilo original e inovador.

Colaboradora de Jean Tinguely, em 1960 separou-se do marido, e passou a viver com este artista, que estimulava seu desenvolvimento pessoal e artístico.
Autodidata, pintava em sessões de tiro com participação do público, conquistando notoriedade e um novo caminho como pintora profissional. Reconhecida e célebre, desabrochava a mulher segura,  refeita, que inspirada na gravidez de uma amiga criou as famosas "Nanas".

Seu trabalho cresceu em tamanho, colorido e criatividade, espalhado pelos jardins e cidades da Terra.
Idealizava ter seu próprio parque, e em 1979 principiou a concretização do sonho, quando ganhou uma área na Toscana: O Giardino de Tarochi!
Entretanto necessitava de 5 milhões de dólares para colocar em prática a ideia temática.

Foi através do perfume que cheira à jasmim, cravo e cítricos, reflexo da sua personalidade, criado em parceria com Jacqueline Cochran Company, que a ideia ganhou vida.
Várias embalagens foram criadas por Niki, representando com desenhos e tampas miniaturas das suas esculturas de animais e nanas ... os disputados frasquinhos e caixas também se tornaram ícones de arte.

Em 1991 quando Tinguely faleceu Niki mudou-se para a Califórnia, ao Sul.
Ali terminou seus dias, em 2002, ainda trabalhando, vítima de problemas respiratórios desenvolvidos pelo manuseio da matéria prima que mais utilizava, o poliéster.
Deixou um imenso legado artístico, junto ao perfume único, que nasceu motivado por um sonho.

A FRAGRÂNCIA

Niki Saint Phalle  fragrância descrita como de início fresco, herbal e mentolado, que se encaminha para um coração floral e doce, embasado por madeiras intensas, couro e notas enfumaçadas, para alguns conhecedores lembra fases de Chanel 19, Azzuree de Estee Lauder, Halston Classic, Eau de Soir ou Molinard de Molinard. Um aroma definido como unissex.


Família Olfativa: Chypre Floral, 1982
Gênero: Feminino (compartilhável)
Perfumista
: Jacqueline Cochran- PPI
Rastro - Intenso 

Fixação - Muito Boa

Pirâmide Olfativa:

  • Topo -Calêndula francesa, lírio-do-vale ou lírio selvagem, artemísia, hortelã, pêssego, bergamota
  • Coração - Ylang-ylang, angelica, jasmim, cravo, orris (raíz de íris), rosa, vetiver, patchuli, cedro.
  • Base - Musgo de carvalho, couro, madeira de sândalo, âmbar, almíscar


VÍDEO:  Niki Saint Phalle


Imagens: Banners publicitários da fragrância Niki Saint Phalle; Capa da Revista Vogue novembro /1954; imagens de esculturas de Niki Saint phalle, imagem de Niki Saint Phalle em Paris.

Resenha: Originalmente no meu  blog Perfume Bighouse, cujo assunto principal é perfumaria,  mas que ocasionalmente navega pela ciência e pela arte. ( Escrevendo Perfumes)

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Mediação, Cultura Digital e Tecnologias

 


Mediação: Ato de servir de intermediário entre pessoas ou grupos; intervenção, intermédio.

Mediação Tecnológica: A teoria da mediação tecnológica oferece uma estrutura para analisar os papéis que as tecnologias desempenham na existência humana e na sociedade. Sua ideia central é que as tecnologias, quando utilizadas, ajudam a moldar as relações entre os seres humanos e o mundo.

Questões levantadas.

- Quanto da mediação será humana e quanta artificial?

- Como aproximar os museus dos públicos?

- Filme 'Dilema das Redes'

- Espetáculo de dança. 'Corações em Espera', no Instagram

- Organizações possíveis

- Não é possível separar a formação do educador da formação do artista

- Devemos entender as lógicas advindas das tecnologias.

- Além de aprender as metodologias tem que se aprender as estratégias para lidar com isto. O que fazer com isto? Permanente autocrítica para reavaliar as estratégias

- Existe  uma perversão tecnológica. Criar a dependência da tecnologia. Da memória tecnológica.

- Penso em metodologias que considerem a dimensão do afeto 

- Quanto da nossa humanidade perdemos?

- Textos que podem ser interessantes:  Aganbem e Didi Huberman sobre o contemporâneo.

 

domingo, 27 de setembro de 2020

Pasta de Desenho

 Sugestão da profe Laila...fazer uma pasta de desenho com todos realizados no percurso, datados, para observar a evolução. 

Desenho não é meu forte, porém na prática da arte é uma atividade básica, e de tudo há de se aprender um pouco.




Feitos em momentos diferentes, experimentando materiais...

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Em 2017



















Exercícios em aula