domingo, 16 de agosto de 2020

Caderno de Artista - Projeto



Após a solicitação da Professora Mauren em Laboratório de Materiais para a confecção de  caderno artesanal sobre pigmentos e tintas naturais houve um consenso  dos professores para que os alunos fizessem um caderno virtual (ou material).
Será a peça fundamental da avaliação contendo registros e anotações das diversas tarefas desenvolvidas, impressões e escritos sobre o desenvolvimento deste semestre no Ensino A Distância (EAD).


Este blog, caderno de notas virtual, nasceu em maio de 2020, justamente da necessidade pessoal de organizar ideias e conteúdos. Através da palavra e da imagem.
Conheci esta prática de arte, em 2018, através do trabalho da artista plástica Vivien Zanlorenzi, que
produziu alguns "cadernos de artista" ou "livros de artista",  para exposições materiais e virtuais.


Entusiasmada para experimentar tal modalidade de apresentação artística tentarei uns exercícios de aquarela. Técnica admirável, com a qual ainda não tenho familiaridade ou domínio. Entretanto creio que está na hora de arriscar algo novo.

Com as tintas que estou tentando produzir de pigmentos botânicos e argilas farei uma montagem material de "Caderno de Artista", em papel. Aquarelando e talvez incorporando outros elementos...
É o projeto para este  bimestre ( agosto/setembro).

Vídeo 1: Encadernação Artesanal no Velho Livreiro



Sugestão de Livros


Making Books by Hand


Making Books



Sobre a costura do caderno de artista algumas dicas em: Guia Básico de Encadernação, por onde começar.


E um livro muito interessante no formato de paginas envelopadas: Blizzard Book

Dobradura em Papel - Tridimensional


Tarefa 2 - Tridimensional 

Dobraduras e recortes

A pedido do professor cada aluno deverá  fazer duas dobraduras/recortes  em papel A4, fotografando-as em  3 ângulos.

As dobraduras iniciais em papel branco normal de ofício se revelaram inadequadas, devido a pouca rigidez do material.
Numa segunda tentativa optei por papel mais rígido ( cartolina) para poder fotografar a dobradura em ângulos diferentes.


Evolução.

Fiz alguns recortes em sulfite , porém ficou difícil posicionar as dobraduras da forma que eu queria devido a densidade do papel.
Refiz com cartolina e o resultado ficou praticamente igual.  Dácada atrás cartolina era difícil de cortar com tezoura e estilete. Hoje rasgamos sem nenhum esforço.
A solução foi colar duas folhas. Colei o roxo no verde limão, refiz e posicionei.
Quase bom.


Conceito

Logo que fui cortando e dobrando aleatoriamente percebi o passarinho. Era um passarinho. Sem a perfeição do origami porquê nunca aprendi esta brincadeira/técnica/arte.
Acabei fazendo o mais trivial, o óbvio. Gosto de passarinhos.


E ao cortar as fotos no computador esbarrei em algum comando e aconteceu uma procura por imagens semelhantes.
Encontrei "o" passarinho!
Minha primeira foto no curso de Artes Visuais, na parede ao lado da sala de aula.


Conclusão

Nunca parei pra pensar sobre, mas fazendo uma retrospectiva rápida percebi que praticamente todos meus trabalhos no âmbito manual/artístico/literário partem da imagem fotografia.


Eu vejo o mundo através da imagem capturada.
Talvez a professora de Psicologia analise isto.
Talvez o professor de fotografia faça outra análise.


Creio que sei. Sou viciada em imagens e  na imagem fotográfica.


Elas me permitem ver o mundo com mais nitidez?



sábado, 15 de agosto de 2020

Fotografia - Sombras.



Marcelo Almeida

Conforto da Pandemia é acessar aulas que não presenciamos no ato, em momentos mais convenientes, como agora,  quando a casa dorme.
Fotografia... imagem pelo olho da câmera, extensão antropomórfica e simbiótica, um amor antigo.
Neste viés de tentar o aprendizado  assisti a fala do professor Marcelo Almeida, "Periscópios Possíveis", exposta para o curso noturno.
Ali  apresentou o embrião de um projeto, desenvolvido na Pandemia Covid19: "De Fora Para Dentro."
Visão das pessoas em seus nichos e refúgios enquanto o inimigo invisível espreita lá fora.


Guilherme Pupo

No desenrolar da conversa veio uma referência ao trabalho de Guilherme Pupo, fotógrafo que eu conhecia pelas lindas imagens aéreas de Curitiba. Enfoque muito interessante, do céu ao chão.
E surpreendi-me com a indicação do projeto mais recente, fotos de sombras.


As sombras que me hipnotizam há meses, desde que percebi uma luz lindíssima, por elas permeadas,  num comércio da cidade.
Seria o tal do consciente coletivo? Quando alguém visualiza ou concretiza uma ideia e ela se propaga como onda em outras mentes?


Passei a enxergar sombras com mais cuidado, apesar de ter esta perspectivas de outros tempos.


Elas nos rodeiam quase imperceptíveis no cotidiano. Reveladoras ou perfeita camuflagem.


Sombras. Concretas, fantasmagóricas, distorcidos espelhos do que somos e fazemos.
Do mundo.


As sombras etéreas que assumiram nossos espaços vazios durante a pandemia.



Registro aqui algumas sombras para que não se desvaneçam na luz.






quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Vertentes



Embora apreciemos a comparação poética com isolados e suspensos casulos, a desabrocharem nas caleidoscópicas borboletas, como espécie somos sociais.
Muito se escreve sobre inteligência coletiva,  emocional coletivo  e assim é:
"O homem é um ser social".
A semelhança das aves migratórias, ou dos minúsculos cardumes de peixes, associações nos fortalecem.
Quando um grupo de pares se debruça sobre conceitos, cada um transmitindo uma imagem  através das suas singularidades,  há enriquecimento para o todo.
Envolvente é o conhecimento  que resulta, extrapolando  carisma intrínseco da própria informação.
Mentes se tornam receptivas, quando um cabedal de conhecimentos é direcionado através do fluxo a que pertence, nutrido e nutrindo vertentes humanas.
Ao falar de arte, pela arte, única e puramente, absorvemos multiplicidades. Nosso olhar percebe horizontes e ângulos inesperados.
Nesta transmissão de pensares o resultado é profícuo e generoso. Atinge a língua universal que atravessa barreiras de credos, dogmas, e transitórias condições humanas, alcançando o lugar comum aos homens: - conhecimento.

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Fotografia - Caminhando com a Pandemia

A segunda sessão fotográfica  da disciplina - Fotografia - é um registro  feito durante a Pandemia Covid19.
A princípio minhas escolhas refletiram uma certa ausência de cor. Neutralidade que pode ser muito elegante quando traduz um universo fashionista, mas no atual contexto  reflete passividade da alma.
Então procurei  cor  e a caminhada se traduziu em etapas.

1. CONTURBAÇÂO











2. CONFINAMENTO














3. CONCILIAÇÂO











Caderno de Tintas Naturais




* texto em desenvolvimento


Na primeira etapa do Estudo A Distância, na disciplina Laboratório de Materiais,  desenvolvido durante a Pandemia Covid19  foi solicitado um estudo sobre tintas feitas com pigmentos naturais.

"Primeiras orientações dadas sobre a disciplina (via email) 30 -07
Material sobre tintas naturais para leitura.
Orientações: - faça em uma folha de papel um mostruário de cores extraídas no processo de fricção a partir de frutas, hortaliças, verduras, folhas, flores que tiver ao seu redor. - anote a data, o tipo de processo (fricção) e a partir do que foi feito, como, por exemplo, se usei amora, escreverei amora ao lado da mancha que obtive ao esfregar a amora no papel. - guarde seu mostruário. 

Faremos 5 folhas de mostruário com os demais processos de extração (que serão solicitados nas próximas aulas) e, ao final, faremos um Caderno com essas folhas. 
- O Caderno será finalizado na primeira semana de Agosto."professora Mauren Teuber.

Para realizar a tarefa foram utilizadas folhas de A3, dobradas pelo meio, de papel liso gramatura 180.
Várias amostras botânicas foram testadas  in natura (fricção e liquidificação), extraídas pelo calor ( cocção e maceração) e extraídas por solventes (álcool), alcalis ( agua+bicarbonato de calcio) e ácidos (vinagre).
 Os resultados mais interessantes obtidos com extratos botânicos foram:



Alfeneiro  (Ligustrum vulgare) - Pertence ao extenso grupo ( cerca de 200)  de  plantas tintureiras ou  anileiras, que produzem anil.  As principais anileiras  são as espécies Indigofera spp, produtoras de azul índigo ( jeans)




O alfeneiro produz pigmento azul arroxeado, estável que se comporta de maneira semelhante nos diversos meios de extração. Por cocção a extração é intensificada resultando em líquido azul marinho quase negro. No papel o azul índigo é consistente.
Estou aguardando a secagem do material que sobrou da cocção para tentar obter um pigmento por moagem.


Cúrcuma ou Açafrão-da-terra (Curcuma longa)  - Originária da Índia muita usada  como tempero, o pó é obtido das raízes da planta cúrcuma. Não deve ser confundida com o verdadeiro açafrão que é retirado dos pistilos da flor de açafrão, e extremamente custoso.
Obtém-se da cúrcuma um belo tom de amarelo.




Hibiscus (Hibiscus acetosella) - Também conhecida  como vinagreira roxa é arbusto de origem africana com folhas escuras de tonalidade roxa avermelhada, que pode atingir 3 metros de altura. As flores e folhas tem valor medicinal, culinário e industrial na produção de pigmentos. Flores secas são usadas em delicioso chá de sabor levemente cítrico. A intensidade da coloração vermelha depende da espécie utilizada,da maturação e cultivo.

Os pigmentos (antocianinas e taninos) das flores secas de hibiscus  se transformam indo rapidamente do púrpura ao roxo azulado, quando em contato com o papel. Isto provavelmente se deve a alcalinidade do papel.
Antigamente no processo de produção dos papeis eram usadas substancias ácidas. O que determinava amarelamento com o passar do tempo e menor vida útil. Hoje encontramos muitos papéis alcalinos que são mais brancos,  e adequados as impressões mecânicas.
Penso que saber o pH do papel usado deve ser importante para artistas que gostam de preparar suas tintas com substratos botânicos.
Hortências se comportam de maneira semelhante ao hibiscus. "In natura" a mesma espécie de Hortência desenvolve floração rosa em solo ácido e azul em solo alcalino. As vezes no mesmo jardim.
Existem pesquisas comparando a extração das antocianinas de hibiscus e similares como o repolho-roxo, usando soluções alcoólicas,  aquosas com dióxido de enxofre, a quente e a frio.





Urucum (Bixa orellana) - originário das Américas era conhecido e usado pelos índios brasileiros assim como o jenipapo ( preto).  A intenção era proteger a pele do sol e das piadas de mosquitos. Obtém-se cor vermelha das sementes do urucum em pó. Muito apreciado para uso na alimentação a tintura chamada "colorau" é inofensiva para saúde.

O vermelho intenso e claro se deve a presença de bixina (pigmento vermelho, solúvel em óleo ) e orelhena  (pigmento amarelo solúvel em água.)





Quando usado constantemente sobre a pele confere tonalidade avermelhada permanente, pois as partículas em pó entopem os poros da epiderme sendo dificilmente eliminadas. Tinge utensílios também.


Tintas de terras

Considerando as dificuldades momentâneas para coleta de campo, devido a Pandemia Covid19 a opção foi para argilas naturais comercializadas pela PEM (41-984968897).
Está escolha eliminou as etapas iniciais da preparação do pigmento terra que inclui separação de detritos, esterilização e secagem.


Argila branca: dolomita
Argila bege; argila verde; argila azul;
argila cinza; argila marrom; argila preta; argila amarela; argila rosa; argila vermelha; argila rosa: minerais do grupo esmectite.

*Anotação em construção...

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Velhice e Memórias.




 VELHICE

Envelhecendo, encarquilhando, assombrando as imagens da juventude.
Dei-me conta do significado das palavras e entendi o espanto poético de Mário Quintana.
Vi um reflexo no espelho.
Não fiel, límpido, e cristalino, mas  superfície embaçada numa vitrine.
Entre contornos de ícones fashionistas deparei com uma estranha a me encarar, ligeiramente surpresa, como se estivesse tentando entrever uma velha amiga.
Séria, pálida, mais robusta que o ideal, cabelos que não mais sacodem ao vento. 
Repentinos vincos a marcar seus contornos, como traços trêmulos dos aprendizes de arte.
A força da colisão se fez sentir ao atingir os ditos espelhos d'alma.
Manso cansaço de jornada extenuante estava no olhar, e mesmo na repentina quietude do reconhecimento não houve grande espanto.
Como se já o esperasse, em conformismo com o inevitável.
Uma breve agitação nos recantos  da alma, um grito de rebeldia, uma questão.
É assim o envelhecer?
Pacata aceitação, aguardando a decadência do corpo, o vergar do espírito?
Voltar os olhos saudosos para o ontem, pois o amanhã é tão previsível que perdeu parte do encantamento.
Perder o caminho dos sonhos?
O que farei quando não ousar mais sonhar?
Procurarei a resposta amanhã, hoje quero lamber as feridas, pelo silêncio dos cantos.

Elisabeth Casagrande, 2017


MEMÓRIAS

Afirmam que é uma característica de velhice. Talvez.
Memórias são arquivos magníficos, que necessitam acesso, para não travar o pensar.
Há pouco reabri os 16, e motivos que me levaram a escolher ou rejeitar  inúmeros rumos pretendidos.
Tantos motivos errados para nortear decisões importantes!
Faltou um gole de ousadia, num copo muito cheio de senso de responsabilidade. 
Priorizei tantas situações e fatos que acabei no final da fila.
Como disse um personagem da pantomima televisiva : - "Me perdi de mim".
Não totalmente, mas em parte.
E todos estes desacertos de outra era provocaram a reflexão sobre tolerância no agora.
Adolescentes são assim...emocionais, conflitantes, impulsivos e algumas vezes inconsequentes.
Olhar para ontem fez perceber mais uma obviedade relegada ao fundo:  o mundo gira sempre igual .
As histórias se repetem e os erros são aprendizados necessários, de importância visceral.
Deixemos errar.

Elisabeth Casagrande , 2020

Pigmentos Minerais

O principal componente de uma tinta é o pigmento e comumente são utilizados minerais  como material colorido. Além de dar cor os pigmentos dão consistência e auxiliam na secagem da tinta.
Pigmentos naturais minerais, botânicos ou animais são conhecidos e utilizados  pelo homem há muito tempo. Entretanto hoje a maioria dos artistas usa pigmentos sintéticos que obedecem a padrões estabelecidos pela American Society for Testing Materials - ASTM.
Para utilizar minerais como pigmentos devemos considerar a cor, matiz, pureza e o brilho da luz difusa que ele produz.
Estas características dependem da textura, do grau de absorção, do tamanho e da forma das partículas do pigmento que deve ser quimicamente inerte para resistir à luz, ao ar e à umidade.
Quando resistente a altas temperaturas, torna-se de valor para colorir cerâmicas vitrificadas.
Se desejamos combinar dois ou mais pigmentos, eles devem ser inertes para que a cor de um não interfira na cor de outro.
Óxidos simples são estáveis , mas os sulfatos, fosfatos e carbonatos também tem boa estabilidade.
Refração, a densidade, a insolubilidade e absorção de óleo são características que devem ser avaliadas na escolha dos pigmentos.

PIGMENTOS BRANCOS

Antigamente o mais utilizado era  caulim e outro tipo de argila branca chamada greda.
Atualmente a substância mais comum para se obter tinta branca de dióxido de titânio obtida de três minerais:rutilo, ilmenita e anatásio.
Rutilo fornece pigmento branco brilhante e o anatásio,é mais resistente.Apesar de formarem pigmentos brancos é mais comum encontrar rutilo e ilmenita pretos.
Branco da China é pigmento branco da zincita, um óxido de zinco. É fungicida.
Sulfeto de zinco que forma os minerais esfalerita, matraíta e wurtzita também é utilizado para fazer tinta branca.

PIGMENTOS PRETOS

Geralmente provenientes do carvão e outras fontes de carbono, como grafita. A queima para obter carvão pode ser da madeira, porém se for de ossos animais obtém-se o carvão de osso  ou negro animal.
O negro de fumo é oriundo da queima de óleo e gás natural produzindo fuligem. Outro pigmento preto vem da molibdenita (sulfeto de molibdênio).

PIGMENTOS VERDES

Um carbonato básico de cobre chamado malaquita é o mineral verde mais conhecido.
Glauconita   ou silicatos terrosos do grupo das micas  produz o verde do tirol.
Celadonita - silicato de potássio, ferro e magnésio, do grupo das micas também é  verde e terroso.
Pintores famosos, desde Da Vinci até Picasso, usaram um famoso pigmento verde obtido com o mineral volkonskoíta, um silicato hidratado do grupo da esmectita.

em construção...

Referências :
Serviço geológico do Brasil:
BRANCO, Pércio de Moraes. Dicionário de Mineralogia e Gemologia. São Paulo: Oficina de Textos, 2008. 608 p. il.
KIRSCH, Helmut. Mineralogia aplicada. Trad. Rui Ribeiro Franco. S. Paulo, Polígono, 1872. 291 p. il. p. 225-226.
HISTÓRIA da Terra. In: Tesouros da Terra. Minerais e pedras preciosas. S.l.: Globo/Planeta, s.d.
HOUAISS, A.; VILLAR, M. de S. Dicionário Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
PEREIRA, A. P. et al. Análise química de pigmentos de minerais naturais de Itabirito, MG. Cerâmica, 53(2—7):35-41.
SYMES, R. F. Pigmentos. In: ______ Rochas & Minerais. Trad. Norma P. Carvalho. S. Paulo, Globo, [s.d.] 63p. il. p. 32-33.
Fotos Pércio de Moraes Branco; R. F. Symes; .

sábado, 8 de agosto de 2020

Técnicas de Pintura



Para expressar sua criatividade  artistas usam técnicas, estilos, gêneros e materiais de pintura diferentes.
Técnicas de pinturas são variadas e muitas vezes estão atreladas ao tipo de material usado como suporte para a execução da arte.
Atualmente a tecnologia permite o surgimento ou incorporação de novos materiais o que propicia o surgimento de novas técnicas.
Tradicionalmente usa-se: afresco, têmpera,  pintura a óleo, pintura acrílica, aquarela, desenho ou pintura a pastel e crayons, guache, encaústica, resina alquídica.
Existe a possibilidade de misturar técnicas e também dentro de cada uma associar métodos diferentes. Assim temos as velaturas e os  empastos como exemplos de métodos usados na pintura a óleo,  as aguadas na aquarela e pintura acrílica, raspados, enxugados e frotagem. Alguns artístas usam partes do corpo, salpicados, respingos  e aerografia.
Percebemos na atualidade grande desenvolvimento da técnica classificada como pintura ou arte digital.

Afresco


A Criação de Adão, Capela Cistina - Michelangelo

Utilizado desde a antiguidade, principalmente na pintura italiana renascentista, constitui obra pictórica feita sobre uma parede ou teto. A superficie rústica de base chama-se arricio.
Em português pode ser chamado de "fresco" e o termo vem do italiano affresco.
Geralmente assume a dimensão de um mural e tem como base  o gesso ou argamassa de revestimento do local, que recebe pigmentos antes de solidificar ou secar. Tanto pode ser feito sobre  gesso ou "nata de cal"quanto sobre cimento e outros materiais úmidos que incorporem o pigmento.
Exemplo clássico são os afrescos de Michelangelo Buonarotti na Capela Cistina (vídeo BBC) do Vaticano. Iniciados em 1508 e finalizados depois de 4 anos revelam a grande habilidade  e domínio  técnico necessários para executar o trabalho.
A técnica foi usada  com maestria por vários artistas como Masaccio, Fra Angelico, Piero de La Francesca, Luca Signorelli, Pietro da Cortona, Giovanni Tiepolo, Rafael Sanzio, Giotto e Ucello
Nos sítios arqueológicos de Pompeia, destruída pelo vulcão Vesúvio, existem afrescos representando aspectos do cotidiano do povo romano.

Têmpera

 
Alfredo Volpi

Neste método clássico os pigmentos são emulsionados  em água  e ovos (inteiro ou somente a gema), cola ou leite.
Utilizada desde a Antiguidade está  significativamente presente na arte egípcia, grega, na italiana dos séculos XIV e XV, geralmente em paredes ou painéis de madeira preparados com gesso.
Adequa-se para retratos, paisagens, naturezas -mortas proporcionando aspectos diferentes.  Algumas combinações tem aspecto opaco semelhante ao guache.  Outras apresentam luminosidade suave, cores brilhantes e translúcidas.
O meio seca rapidamente solicitando técnicas adicionais para aumentar a graduação de tons. Quando o pigmento está mais concentrado  temos a "têmpera forte".
Alfredo Volpi utilizou muito esta técnica na sua obra.

Pintura a Óleo


Irises - Vincent Van Gogh

Conquistou a preferência do meio artístico a partir do renascimento devido a sua natureza versátil e da grande possibilidade de expressão. Abrange uma ampla gama de métodos e estilos utilizando  pigmentos aglutinados em algum  óleo secante.
Proporciona modulação  máxima dos objetos pintados  a ponto de dar-lhes uma característica sólida e tátil, profundidade e variadas graduações de claro e escuro.
Permite  fusão de cores que enriquece muito a composição, assim como a sobreposição de camadas  modelando volumes. A grande variedade de efeitos torna a obra mais rica e intensa que na pintura acrílica.

Pintura Acrílica


Oferece pinturas de cores brilhantes e vívidas. Seca rapidamente devido a tinta utilizar pigmentos naturais ou sintéticos diluídos em água e resina acrílica.  Possível  em grande variedade de suportes  constitui técnica de escolha para artistas principiantes,  ou sensíveis a matéria-prima utilizada na pintura a óleo.Grandes obras são realizadas com tinta acrílica sendo uma escolha frequente entre os contemporâneos da pintura abstrata.

Aquarela


William Turner 

Transparência e luminosidade  são as características desta técnica antiga, aparentemente fácil porém bastante complexa na sua execução.
Registros indicam  uso na China  cerca de 2000anos atrás, e na Europa, com grande popularidade, ,desde a Idade Média.
Albrecht Dürer produziu em torno de 120 obras introduzindo a aquarela na sociedade ocidental, embora William Turner tenha sido o maior aquarelista através do tempos com acervo de aproximadamente  2.000 aquarelas.
A fluidez das tintas aquosas cria manchas ou texturas expressivas, intencionais ou espontâneas, sobre o papel de alta gramatura, casca de árvore, plástico, couro, tecido e papiro.
Apesar do planejamento de efeitos  é possível que numa aquarela o material reaja de maneira imprevisível levando a resultados inesperados. Isto pode intimidar aquarelistas iniciantes ou enriquecer o trabalho do artista, quando explorado como recurso criativo..
A diversidade de cores e  tipos de suportes, principalmente papeis,  produz grande variedade  de expressões sobre um mesmo tema.

Encaústica


Encaustica é uma técnica de pintura registrada  desde o século V A.C., na Grécia. O termo vem do grego e significa ""queimar".
O meio para encaustica consiste em cera de abelha derretida com uma pequena quantidade de resina onde o pigmento é adicionado , à cera derretida, para criar uma forma de tinta. Pintar com encáustica exige que o artista trabalhe rápidamente. A cera começa a endurecer no momento em que deixa sua fonte de calor. Cera derretida é aplicada com pincel em uma superfície resistente - geralmente painéis de madeira. À medida que cada camada de cera é aplicada, ela é aquecida ou “fundida” para uni-la às camadas anteriores. Como o calor liga cada camada àquela colocada antes dela, uma imagem que pode consistir em muitos elementos de composição separados formará estruturalmente uma massa. A superfície da cera pode ser raspada ou incisada para revelar as camadas subjacentes. A remoção e revelação costumam fazer parte do processo tanto quanto aplicar e adicionar. Muitos outros meios combinam bem com a encáustica, como aquarela, tinta, grafite, carvão, colagem e transferência de imagem. As possibilidades são variadas e infinitas.

Referências: Wikipedia; Glossário de Técnicas artísticas - UFRGS;  Publifolha;  Enciclopedia Virtual Conceitos;  Widewalls Magazine e Galeria Virtual;  Pintura a Óleo - Editorial Stampa; A Arte de Pintar - editora Nova cultural; Guia Completo de Materiais e T- Editora Martins fontes; Laura Culic Arts;